terça-feira, 1 de abril de 2008

PostHeaderIcon Cheiros


CHEIRO : Datação sXIII cf. IVPMAcepções■ substantivo masculino

1 propriedade que têm certos corpos de emanar partículas voláteis capazes de afetar os órgãos olfativos do homem e de certos animais, e cuja percepção manifesta-se em sensações diversas; odor Ex.:

2 Derivação: por metonímia. Uso: informal. distinção feita entre essas emanações; olfato, faro Ex.: identificar pelo c.

3 Derivação: por metonímia. Uso: informal. cheiro (acp. 1) bom, agradável; perfume, aroma, fragrância, olor

4 Derivação: por metonímia. composição feita de essências perfumadas; perfume Ex.:

5 Derivação: por metonímia. cheiro (acp. 1) ruim; mau cheiro (acp. 1); fedor, fedentina Ex.: que c., parece peixe podre

6 Derivação: por metáfora. qualidade que suscita certas sensações Ex.:

7 Derivação: por metáfora. vestígio que indica com probabilidade a existência de alguma coisa; indício, rastro Ex.: não deixar c.

8 Regionalismo: Nordeste do Brasil. ato de cheirar carinhosa ou sensualmente alguém Ex.: dar um c. no bebê

9 Regionalismo: Brasil. m.q. sachê

10 Rubrica: angiospermas. Regionalismo: Maranhão. m.q. coentro (Coriandrum sativum)



Certa feita conheci mulher que tinha cheiro pessoal e inesquecível. Usava perfume que parecia produção pessoal para ela, embora pudesse ser adquirido em qualquer loja do ramo. Cheiro inconfundível.

Aquele louro de olhos azuis também detinha cheiro inconfundível, pessoal e arrepiante. Mistura de perfume com alfazema colocada entre suas camisas. Cheiro insquecível.

Cheiro de lixo ninguém confunde.

A vida é repleta de cheiros, aromas, olores, odores, fragrâncias e perfumes e, fique claro que só quero me referir ao que agrada ao olfato. Quem não se lembra do cheiro de bolo sendo assado no forno da avó? Quem se esquece do cheiro do café passado na hora? Lembra-se como ficou perfumado o banheiro depois daquele longo banho? ... bebê de banho tomado e fraldas trocadas?

Particularmente, eu adoro cheiro de terra molhada, de grama recém aparada, de dama da noite, cachorro limpo e de feijão na panela.

Da mesma forma como vozes me marcam, cheiros também me falam à alma e desde que conheci aquela mulher cheirosa a quem me referi lá no começo do post eu venho em busca do meu cheiro pessoal, comprado em frasquinhos nas perfumarias da vida. Já estive em várias e nunca me encantei com algum em especial. Já senti prazer em usar esse ou aquele, mas nada efetivamente especial, até hoje.

Em busca do meu cheiro entrei numa perfumaria e tive a felicidade de ser atendida por alguém que entende da arte e gosta do que faz. Ela começou a me mostrar as opções dentro do que eu lhe dissera e, de repente, ela mudou de rumo e me apresentou Wave Cool Water de Davidoff.

Senti o perfume penetrando nas minhas narinas e ao mesmo tempo, num piscar de olhos, sem minha autorização e sem meu conhecimento, aquela fragrância estava remexendo no meu cérebro, nas minhas memórias, nos meus guardados mais caros e recônditos. As lágrimas começaram a brotar dos meus olhos e desceram pela face sem controle.

A emoção me tomou. Fiquei envergonhada pelo vexame e ao mesmo tempo feliz porque, finalmente, encontrei algum odor que me sensibilizou e que pode ser o meu cheiro.

A vendedora me perfumou e me disse para sentir esse aroma e vivenciar e a intensidade do sentimento que ele desperta até me sentir satisfeita com as respostas que virão e as memórias que voltarão.

Aconselhou-me a não comprar a fragrância até ter certeza que é o que eu busco como marca registrada.

Nunca imaginei que perfume pudesse despertar tamanha emoção.

Bjkª. Elza



segunda-feira, 31 de março de 2008

PostHeaderIcon Saudade

Palavra estranha e cheia de mistérios.

Noutro dia ouvi alguém dizer que essa palavra só existe em Português e em outro idioma e acho que é árabe ou talvez num daqueles falados no leste europeu... de fato, não me lembro!

Ela sintetiza a ausência, o vazio e o amor por algo ou alguém distante, seja por morte ou por qualquer outro motivo.

Ela vai se instalando e, de repente, deparo-me com a saudade sentada no meu colo pedindo providências.

Trato dela e a acomodo para dormir por mais um tempo.

Preciso viver.

A danada volta, às vezes, com intensidade redobrada e aí a coisa se complica.

Ela começa a dar sinais se sua existência ao penetrar nos meus pensamentos sem autorização. Traz imagens de dias vividos e pessoas idas; sons que um dia tiveram significado especial; paladares e odores que renascem outras lembranças.

Ela não chega a incomodar e não machuca, mas é quase palpável de tão forte.

Esmaece e se acalma conforme é tratada. Nada de muito dengo ou atenções, senão gruda e consegue fazer estragos. Precisa ser tratada com respeito, carinho e atenção, mas com distância.

Ela tem que aprender seu lugar! Tem que se acostumar com as mudanças que o tempo exerce em nós que ficamos aqui.

A saudade não pode e não deve ser a mesma o tempo todo para preservação da sanidade física e psíquica das pessoas. Ela vai diminuindo e se tornando numa simples nostalgia, sob controle, transmudada, com o transcorrer dos tempos, caso contrário, ninguém seria feliz.

Posso ficar aqui o dia inteiro dando tratos à bola e escrevendo um monte de besteiras, mas, confesso, hoje, a saudade está bem pertinho de mim.

Sinto que me aperta o coração.

Abriu a torneira que tenho nos olhos.



Bjkª. Elza
sábado, 29 de março de 2008

PostHeaderIcon Boa memória


Meu Pai nos deixou em dezembro de 1.995. A partir dessa data, maridão e eu passávamos na casa de minha Mãe, jantávamos com ela, conversavamos e vinhamos para casa, ao menos duas vezes por semana. Tanto ela como eu estávamos deprimidas e essa ritual acalmava o vazio. Eu morei com eles até julho de 1994, quando me casei.

Eu tinha um Chevette com trava. Era um pininho que, inserido no painel do carro ligava todos os comandos. Retirado, o carro não dava sinal de vida.

No chaveiro do carro existia uma chapinha com um burado para ser acoplada a peça.

Quando chegamos em casa, naquela noite, o telefone tocava insistentemente:

- Filha, não consigo encontrar ...
- O que vc perdeu, Mãe?
- Na verdade, eu não perdi nada, mas estou tentando encontrar a cabeça do seu marido. O resto eu já achei: o relógio, a aliança, os óculos, a carteira de dinheiro e a placa da trava do carro... A cabeça está no pescoço dele?

Assim, descobri que meu marido não tirava o segredo do carro na porta do prédio de minha Mãe e que a qualquer hora eu ficaria a pé...

Pensa que ele mudou? Eu aprendi catar as coisas dele, pois, mais de uma vez voltamos a restaurantes para buscar algum perdido dele.

Claro que quando ele viaja sempre sobra algo para traz. Faz umas 3 semanas ele foi para BH e ao me avisar que já aportara nos Buritis:

- Beeeeemmmmmmmmm, eu não tenho lençol e nem fronha! Eu não peguei ... Vou dormir sobre o protetor de colchão e usar a colcha de piquê como lençol!

Noutra feita ele chegou em casa um um cinto esquisito e que eu jamais vira.

- É do Nelson. Esqueci de levar e ele me emprestou ...

Quando ele está na porta se despedindo para embarcar nalgum avião confiro a lista: aliança, relógio, carteira, dinheiro, óculos, chave de casa, telefone e carregador, notebook e carregador ...

Sou humana e erro, como todos. Na manhã daquele dia fatídico, quando ele saiu em viagem, eu ainda dormia e não chequei a lista. Além de não conferir a lista de coisas "esquecíveis", ao sair para a Justiça, não me ocorreu deixar chave de casa na portaria, especialmente porque ele me dissera que só voltaria no dia imediato!

- Beeeeeeeeeeemmmmmmmmmmmm, você vai demorar? Acabei de chegar de viagem e não posso entrar em casa porque esqueci a chave!!!!!!

Ele esperou pelo menos uma hora além do necessário porque resolvi lavar minha honra e corri atras de uma doida que quase acabou com meu carro!

Hoje eu fui ao cabeleireiro e ele estava na rua com a moto, sem chave, é claro! Deixei a chave na portaria ... Nada como ser prevenida!

Bjkª. Elza
quarta-feira, 26 de março de 2008

PostHeaderIcon Aborrecimento no trânsito



Eu me encontrava no meio de uma curva, em velocidade.

Trata-se da única curva perfeita que temos pelas ruas de São Paulo. Quando o motorista entra nela, de tão perfeita que é, o carro aumenta de velocidade e se mantém estável no seu lugar. É incrível a sensação de piloto de Formula I que se tem ao percorrer aqueles metros de asfalto.

Onde fica: na Av. Pacaembu ou seja lá o nome que tenha no término do estádio, vindo da Barra Funda para a Av. Doutor Arnaldo. Finda a curva tem aquele subidão enorme do Cemitério do Araçá.

Pois bem, uma doida de pedra, falando ao celular e na direção de um Mercedez Benz cortou minha frente no meio da curva e precisei colocar o pé no freio, caso contrário, ela bateria no meu carro e possívelmente na porta do motorista!

Claro que meu carro saiu do prumo e começou a dar cavalo de pau! Claro que eu sei que não se freia numa curva e em especial em velocidade! Claro que soltei todas as imprecações que conheço! Claro que fui imprudente e sai atras daquele ser do outro mundo que correu como uma louca por dentro do bairro do Pacaembu e chegou na porta de sua casa e só então soube que era uma mulher.

Falei o diabo para ela que se escondia dentro dos vidros escuros e nem me lembrei que ela poderia ter uma arma ou coisa assim. Ela me xingou e entrou na casa.

Anotei a placa do carro e o endereço. Telefonei para 190 e denunciei a cretina por direção perigosa.

O que eu ganhei com isso? Um monte de adrenalina no sangue, risco de vida desnecessário e alguns quilômetros percorridos à toa!

Ah, o telefone da belezura é 11 6751-7367. Obtive pela Telefonica por que o endereço dela é Rua Principado de Mônaco, 79. Esqueci uma letra da placa do carro, mas era, CS? 0019.

Motoristas de São Paulo que circulam pela região do Pacaembu, cuidado com essa doida!

Ela se sentiu corajosa na porta da casa e desceu do carro. Trata-se de uma figura de televisão, mas não consigo me lembrar quem é, pois, vi a fisionomia rapidamente. A voz eu conheço, mas não me arrisco a acusar quem eu associo à ela. Deve ter 1,55 de altura, é mulata bem clara com cabelos alisados. Magra. A voz é gutural, rouca e desafina. Ela tenta ser cantora e atriz, mas jamais teve destaque. Acho que posou nua numa dessas revistas especializadas.
Meu carro não sofreu qualquer arranhão e eu não me machuquei. Só me aborreci.
Taí o alerta. Elza
domingo, 23 de março de 2008

PostHeaderIcon Aprendendo Inglês via net


Three things in life that, once gone, never come back

1. Time
2. Words
3. Opportunity

- life - vida
- once gone - uma vez que se foram
- never come back - nunca voltam

Three things in life that can destroy a person

1. Anger
2. Pride
3. Unforgiveness

- destroy - destruir
- anger - raiva
- pride - orgulho
- unforgiveness - incapacidade de perdoar

Three things in life that you should never loose

1. Hope
2. Peace
3. Honesty

- loose (loose, lost, lost) - perder
- hope - esperança
- peace - paz
- life – vida

Three things in life that are most valuable

1. Love
2. Family & Friends
3. Kindness

- most valuable - mais valiosas
- friends - amigos
- kindness – gentileza

Three things in life that are never certain

1. Fortune
2. Success
3. Dreams

- fortune - boa sorte, fortuna
- dream - sonho

Bjkª. Elza

PostHeaderIcon Fui publicada

Semana passada saiu na Revista da Folha reportagem sobre as calçadas de São Paulo.

Sou vítima delas.

Enviei e.mail para redação.

Saiu, hoje, minha mensagem, na última folha da revista, um tanto deturpada, mas saiu.

"Tenho tornozelos frágeis devido aos inúmeros tombos pelas calçadas de São Paulo. O mais recente foi na Rua Divino Salvador, em Moema, onde moro. Tenho vontade de tirar fotos e mais fotos das calçadas irregulares. Sabe porque não vou ao judiciário pedir indenização aos donos dos terrenos e à prefeitura? Por que o judiciário é espelho das calçadas: não funciona. Parabéns pela reportagem."

Bjkª. Elza
sábado, 22 de março de 2008

PostHeaderIcon Estou chegando no meu limite

Qualquer hora eu expludo!
Estou adiando e adiando mas a coisa não vai continuar assim.
Sem bjkª. Elza