segunda-feira, 31 de março de 2008
Saudade
Palavra estranha e cheia de mistérios.
Noutro dia ouvi alguém dizer que essa palavra só existe em Português e em outro idioma e acho que é árabe ou talvez num daqueles falados no leste europeu... de fato, não me lembro!
Ela sintetiza a ausência, o vazio e o amor por algo ou alguém distante, seja por morte ou por qualquer outro motivo.
Ela vai se instalando e, de repente, deparo-me com a saudade sentada no meu colo pedindo providências.
Trato dela e a acomodo para dormir por mais um tempo.
Preciso viver.
A danada volta, às vezes, com intensidade redobrada e aí a coisa se complica.
Ela começa a dar sinais se sua existência ao penetrar nos meus pensamentos sem autorização. Traz imagens de dias vividos e pessoas idas; sons que um dia tiveram significado especial; paladares e odores que renascem outras lembranças.
Ela não chega a incomodar e não machuca, mas é quase palpável de tão forte.
Esmaece e se acalma conforme é tratada. Nada de muito dengo ou atenções, senão gruda e consegue fazer estragos. Precisa ser tratada com respeito, carinho e atenção, mas com distância.
Ela tem que aprender seu lugar! Tem que se acostumar com as mudanças que o tempo exerce em nós que ficamos aqui.
A saudade não pode e não deve ser a mesma o tempo todo para preservação da sanidade física e psíquica das pessoas. Ela vai diminuindo e se tornando numa simples nostalgia, sob controle, transmudada, com o transcorrer dos tempos, caso contrário, ninguém seria feliz.
Posso ficar aqui o dia inteiro dando tratos à bola e escrevendo um monte de besteiras, mas, confesso, hoje, a saudade está bem pertinho de mim.
Sinto que me aperta o coração.
Abriu a torneira que tenho nos olhos.
Bjkª. Elza
Noutro dia ouvi alguém dizer que essa palavra só existe em Português e em outro idioma e acho que é árabe ou talvez num daqueles falados no leste europeu... de fato, não me lembro!
Ela sintetiza a ausência, o vazio e o amor por algo ou alguém distante, seja por morte ou por qualquer outro motivo.
Ela vai se instalando e, de repente, deparo-me com a saudade sentada no meu colo pedindo providências.
Trato dela e a acomodo para dormir por mais um tempo.
Preciso viver.
A danada volta, às vezes, com intensidade redobrada e aí a coisa se complica.
Ela começa a dar sinais se sua existência ao penetrar nos meus pensamentos sem autorização. Traz imagens de dias vividos e pessoas idas; sons que um dia tiveram significado especial; paladares e odores que renascem outras lembranças.
Ela não chega a incomodar e não machuca, mas é quase palpável de tão forte.
Esmaece e se acalma conforme é tratada. Nada de muito dengo ou atenções, senão gruda e consegue fazer estragos. Precisa ser tratada com respeito, carinho e atenção, mas com distância.
Ela tem que aprender seu lugar! Tem que se acostumar com as mudanças que o tempo exerce em nós que ficamos aqui.
A saudade não pode e não deve ser a mesma o tempo todo para preservação da sanidade física e psíquica das pessoas. Ela vai diminuindo e se tornando numa simples nostalgia, sob controle, transmudada, com o transcorrer dos tempos, caso contrário, ninguém seria feliz.
Posso ficar aqui o dia inteiro dando tratos à bola e escrevendo um monte de besteiras, mas, confesso, hoje, a saudade está bem pertinho de mim.
Sinto que me aperta o coração.
Abriu a torneira que tenho nos olhos.
Bjkª. Elza
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