quinta-feira, 22 de maio de 2008

PostHeaderIcon Claudomira, outra vez

Claudomira, aquela mulata fogosa, de peitos grandes, cabelos revoltos e inteligência curta arrumou um namorado.


Loirinho, miudinho e tímido, não falava nosso idioma. Gastava muito e jamais revelou a procedência do dinheiro.


Ele se encantou com aquela mulher desinibida que o tratava como a um rei, só pelo fato de ser de outra nacionalidade. Coisa bem tupiniquim subdesenvolvido de achar que porque é de fora é melhor e mais culto e mais educado ...


"Ficaram" algum tempo. Ela se achando o máximo e ele, muito satisfeito de suas necessidades carnais. Ele pagava as contas e ela abusava. Ganhou carro, joias, viagens e até um apartamento depois que passaram a dividir teto.


Quando o apartamento foi comprado o corretor se aproximou de Claudomira e ela não resistiu aos encantos daquele homem alto, forte e com voz de veludo. Meteu um par de cornos no namorado, sem dó. Cínica e interesseira, passou a sair com os dois. Um lhe satisfazia as necessidades materiais e o outro, as fantasias eróticas.


O corretor começou a exigir-lhe presença constante. Queria Claudomira só para si. Nada de dividi-la com o namorado que pagava as contas. Ela, por sua vez, arguia que só deixaria o outro por situação financeira melhor e mais confortável. Ele a deixou falando sozinha.

O namorado viajava muito e nem percebeu que ela mudara o comportamento, pois, a perda do amante a entristeceu e a deixou cheia de desejos não satisfeitos. Sempre lhe trazia chocolates, perfumes e outros presentes, muitas vezes simplesmente desprezados e abandonados em algum canto.

Certa feita, ao chegar de viagem encontrou Claudomira dormindo tranquila e satisfeita, nua e com os cabelos revoltos cheios de pétalas de rosas. Garrafa de champagne vazia na mesa de cabeceira e música suave ao fundo. Cama desfeita num convite à lascívia.

Amaram-se como nunca e ela gostou do desempenho dele, pela primeira vez. Pensou na sorte que tivera na vida. Estava pensando em dar um golpe e se casar com o loirinho. Seria madame, rica e poderia exibir seu achado para as amigas mais descrentes.

Ele anunciou que estava de partida. Voltaria para a terra natal após vender todos os bens adquiridos em nome dela. Lá, ele mantinha familia constituída que reclamava sua presença. Precisava do dinheiro investido porque perdera a fonte de renda.

Usou da procuração que ela outorgara logo de início, vendeu tudo e foi-se, sem deixar rastro.


Bjkª. Elza

3 comentários:

Sonia H. disse...

Oi, Elza!

Menina, você é uma escritora nata!
Amei a tua história! Tem de publicar em livro!
Beijos,

Anunciação disse...

Concordo com a soniah.Fantástica.Demorei a vir e encontrei mais alguns posts;o de seu marido está também muito bom.Um beijo.

Blog do Beagle disse...

Sonia, obrigada pelo incentivo. Bjkª. Elza


Anunciação, nem sei o que dizer. Obrigada. Bjkª. Elza

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