segunda-feira, 26 de novembro de 2007

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Advogados costumam dizer que há juízes que pensam que são deuses e juízes que tem certeza...


Muitos juízes acham que, porque tem o poder de decisão sobre seus jurisdicionados e somente sobre eles, vestem uma couraça de invecíveis, infalíveis e por aí afora. Saem dizendo besteiras como aquele lá de Minas Gerais que julgou a Lei Maria da Penha inconstitucional, ou essa outra, lá da Paraíba que declarou na sentença proferida em processo trabalhista:

" A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material."

Posso com cabotinismo maior?

Juiz não passa de funcionário público de carreira que deve dizer do direito nos casos que lhe são distribuídos e só!

A grande maioria deles se fosse tentar advogar não passaria de advogado pleno, mesmo depois de anos e anos de carreira, pois, não tem ousadia, criatividade e nem combatividade.

Claro que louvo as exceções e me curvo ante a sapiência de alguns poucos magistrados, mas, de modo geral o que está grassando pelo País é a imbecilidade, como as duas acima apontadas.

O juiz de Minas Gerais não poderia declarar a inconstitucionalidade da Lei por falta de competência do Foro e, ao proferir tamanha barbararidade e outras que omiti, na sentença, demonstrou que se trata de um coitado que não pode ver um "rabo de saia" ou um tornozelo que fica excitado e perde as estribeiras. Falta-lhe compustura e tranquilidade para exercer as atividades inerentes ao cargo. O pior é que coloca a culpa de seu desassossego nas mulheres. Nós é que somos coisas do demo!

No caso da juíza da Paraíba houve demonstração de incapacidade técnica e de arrogância. Colocar-se na posição de superioridade a qualquer outro ser material chega às raias da infantilidade, sem falar na presunção!

Aliás, juiz do trabalho costuma atribuir-se poderes e competências tão absurdos que merecem posts especiais, tantas são as histórias.
Quando eu era menina ouvia os mais velhos dizerem que o juiz era a figura mais importante da cidade porque tinha o poder de decidir e, por ser jovem e imatura, acreditei.
Tempos depois, algum iluminado me disse que, se esse presunçoso não tivesse tido uma professora a lhe ensinar as primeiras letras, jamais seria magistrado.
Foi assim que aprendi que o ser mais importante é o professor que ensina a ler e não tem juiz no mundo, com todas as garantias constitucionais, que possa mudar minha opinião, especialmente quando se coloca no mesmo nível dos deuses.
Bjkª da Elza

1 comentários:

Lica disse...

Realmente Elzinha, conheço cada figura que dá até medo. Não por serem superiores hierarquicamente, simplesmente por imaginar que coisas tão importantes estão nas mãos deles. Tirando a presunção, quem ensinou à juíza que ela tem liberdade de decisão? Acima de todos e acima da Lei. Coitada. Quanto a advogar também tenho que concordar. Poucos são os advogados combativos, com conhecimento técnico. Que sabem redigir uma boa peça então...

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