quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Estelionato - CAPEMI
Minha amiga recebeu notificação, via correio, a seguir resumida:
Dizia que por ordem do juiz de direito da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Forum da Comarca de São Paulo - Forum João Mendes Junior, minha amiga teria R$ 45.390,60 para receber, nos autos da ação indenizatória nº 105033389-94. O depósito teria ocorrido em 23 de março de 2004, a guia de recolhimento o nº 40027717.
Quem estaria pagando? CAPEMI CAIXA DE PECULIOS, PENSÕES E MONTEPIOS.
Diz a notificação que o crédito está disponível e que deveria ser agendada pelo telefone (11) 6118-9030, ramal 135, de 2ª a 6ª feira das 9 às 16 horas, AUDIÊNCIA para resgate.
Os maiores de 60 anos ou residentes fora da comarca podem optar por crédito bancário.
Nomes que aparecem na notificação:
escrevente: Marcos Antonio Crospe
Diretor de Serviços: Guilherme Delfine Anttoni
Por partes:
1. A Justiça Estadual de São Paulo não utiliza aerograma para notificar alguém de alguma coisa. Usa publicação no Diário Oficial aos advogados e oficial de justiça para as partes. Caso haja notificação via postal, é por carta ou oficio e nunca por aerograma.
2. Quem enviaria qualquer comunicação à parte seria o OFICIO DA FALÊNCIA E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS e não a Vara.
3. O Oficio da Falência fica no 16º andar do prédio do Forum, na Praça João Mendes Junior, s/nº e não existe motivo para que conste na tal notificação indicação do 1º Oficio Civel = 6º andar - sala 603. São Varas e Oficios diferentes e competências diferentes.
4. Não existe Diretor de Serviço que assine em nome e por ordem do Juiz.
5. Não existe audiência para resgate de importâncias depositadas em processos, assim como, as pessoas não podem optar por créditos bancários.
Diante dessa análise superficial do texto já se pode declarar que há safadeza por traz dessa "notificação", mas sou perfeccionista e quis saber detalhes.
Entrei no site do Tribunal e tentei encontrar o tal processo. Ele não existe! Procurei pelo nome da CAPEMI e descobri alguns feitos, mas nenhum na Vara da Falência.
Liguei para o número indicado, pedi o tal ramal e chamei pelo Sr. Guilherme dizendo que eu recebera a tal "notificação". Ele, muito grosso e sem educação, pediu-me o nome completo e me perguntou se eu tinha sido professora ou funcionária pública. Neguei e ele me disse, na lata:
- Então pode desprezar essa carta!
Tentei alguma explicação e ele bateu o telefone!
A organização criminosa pede que sejam depositadas as custas em nome de determinada pessoa que detem o cargo de "oficial do Banco" para, então, o dinheiro referido na "notificação" ser liberado. Claro que não oferecem endereço e nem qualquer tipo de garantia para o incauto, que, sem pestanejar, deposita o importe e nunca mais ouve falar no grupo!
Povo querido, cuidado com esse golpe. Não telefone e não acredite no que está escrito na tal "notificação". Vá ao Forum e procure saber se é verdade!!! Não jogue seu dinheiro fora!
Bjkª. Elza
Dizia que por ordem do juiz de direito da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Forum da Comarca de São Paulo - Forum João Mendes Junior, minha amiga teria R$ 45.390,60 para receber, nos autos da ação indenizatória nº 105033389-94. O depósito teria ocorrido em 23 de março de 2004, a guia de recolhimento o nº 40027717.
Quem estaria pagando? CAPEMI CAIXA DE PECULIOS, PENSÕES E MONTEPIOS.
Diz a notificação que o crédito está disponível e que deveria ser agendada pelo telefone (11) 6118-9030, ramal 135, de 2ª a 6ª feira das 9 às 16 horas, AUDIÊNCIA para resgate.
Os maiores de 60 anos ou residentes fora da comarca podem optar por crédito bancário.
Nomes que aparecem na notificação:
escrevente: Marcos Antonio Crospe
Diretor de Serviços: Guilherme Delfine Anttoni
Por partes:
1. A Justiça Estadual de São Paulo não utiliza aerograma para notificar alguém de alguma coisa. Usa publicação no Diário Oficial aos advogados e oficial de justiça para as partes. Caso haja notificação via postal, é por carta ou oficio e nunca por aerograma.
2. Quem enviaria qualquer comunicação à parte seria o OFICIO DA FALÊNCIA E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS e não a Vara.
3. O Oficio da Falência fica no 16º andar do prédio do Forum, na Praça João Mendes Junior, s/nº e não existe motivo para que conste na tal notificação indicação do 1º Oficio Civel = 6º andar - sala 603. São Varas e Oficios diferentes e competências diferentes.
4. Não existe Diretor de Serviço que assine em nome e por ordem do Juiz.
5. Não existe audiência para resgate de importâncias depositadas em processos, assim como, as pessoas não podem optar por créditos bancários.
Diante dessa análise superficial do texto já se pode declarar que há safadeza por traz dessa "notificação", mas sou perfeccionista e quis saber detalhes.
Entrei no site do Tribunal e tentei encontrar o tal processo. Ele não existe! Procurei pelo nome da CAPEMI e descobri alguns feitos, mas nenhum na Vara da Falência.
Liguei para o número indicado, pedi o tal ramal e chamei pelo Sr. Guilherme dizendo que eu recebera a tal "notificação". Ele, muito grosso e sem educação, pediu-me o nome completo e me perguntou se eu tinha sido professora ou funcionária pública. Neguei e ele me disse, na lata:
- Então pode desprezar essa carta!
Tentei alguma explicação e ele bateu o telefone!
Inconformada, liguei para o 1º Oficio da Falência lá no Forum João Mendes e conversei com o escriturário que me disse que esse golpe está disseminado pelo Brasil e que existe inquerito policial instaurado no 1º Distrito Policial desta Capital para apurar responsabilidades.
O golpe: SUPONHO que seja igual, ou assemelhado, àquele que relatei no meu outro blog em 7 de julho de 2008:A organização criminosa pede que sejam depositadas as custas em nome de determinada pessoa que detem o cargo de "oficial do Banco" para, então, o dinheiro referido na "notificação" ser liberado. Claro que não oferecem endereço e nem qualquer tipo de garantia para o incauto, que, sem pestanejar, deposita o importe e nunca mais ouve falar no grupo!
Povo querido, cuidado com esse golpe. Não telefone e não acredite no que está escrito na tal "notificação". Vá ao Forum e procure saber se é verdade!!! Não jogue seu dinheiro fora!
Bjkª. Elza
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Coisas de meu marido
- Beeeeeeeem, minha carteira está com você, não está?
Minutos depois:
- Beeeeeeeem, ela não está na porta do carro, não!
Pânico geral! Ficou no outlet, mas, onde? Será que ficou na capota do carro e caiu por aí? O cartão de crédito tem chip, mas mesmo assim ... Os documentos pessoais e do carro estão nela... Tem dinheiro lá ...
Mesmo sabedores que o comércio estaria fechado naquele horário fomos até o outlet e falamos com o porteiro. Solícito, deixou que fossemos até o local em que deixáramos o carro para ver se estaria no chão. Nada!
- Moço, este é o meu cartão de visitas. Por favor, se achar a carteira, ligue para mim. Onde fica a Delegacia de Policia mais próxima? Olhe, ligue no celular a cobrar, pois somos de São Paulo. O celular dele ficou no hotel.
A indicação precisa daquele porteiro nos levou a Canasvieiras para lavratura do Boletim de Ocorrência de perda de documentos.
- O que tinha na carteira? Tudo: documento do carro; carteira de motorista; uns R$ 400,00 em dinheiro; cartão de crédito; cartão fidelidade TAM, VARIG e Ocean Air; Carteira do plano de saude, repetia o escrivão enquanto lavrava o BO.
- ... imagine ter que ir para São Paulo sem qualquer documento dele ou do carro! O BO não prova que o carro é dele e nem que a carteira de motorista esteja em ordem... O cartão tem chip, mas pode ser clonado, resmungava eu, enquanto enxugava as lágrimas que teimavam em escapar dos meus olhos.
Dali fomos para a médica, pois, o marido estava com tosse e catarro.
- Sua pressão está 16 por 9, mas, considerando o que aconteceu, não vou mandá-lo para o hospital. Cuide-se e tome mais um diurético!
Receitado antibiótico, fomos até o hotel. O cartão de crédito bloqueado, por telefone, deixou meu marido mais sossegado. Voltamos a Canasvieiras para comprar os medicamentos e almoçar. Meu telefone tocou:
- Dona Elza, é da administração do outlet. Tem um cartão de visitas seu aqui numa carteira que me chegou às mãos, mas os documentos dessa carteira estão no nome de um homem ...
Comecei a chorar ali mesmo, no meio da rua, enquanto saíamos da farmácia! Disse que a carteira pertencia ao meu marido e dei o nome dele.
- Pode vir buscar aqui. Deixarei na portaria com o Marcelo... o porteiro com quem a Senhora conversou hoje cedo.
Corremos para pegar o precioso objeto e pelo caminho conversamos:
- Já sei. Deixei sobre a mesa da sorveteria.
- Lá não foi. Quando vc se levantou não ficou nada sobre a mesa porque observei. Vc deixou no caixa onde pagou o estacionamento, disse eu.
- Você pagou o estacionamento enquanto eu comprei a água de côco. Dei duas notas de R$ 2,00 para a moça e ela me devolveu em moeda que lhe entreguei.
- Fiquei brincando com a moeda e perguntei para a moça do côco se tinha sorvete por lá. Ela indicou o Bob's e eu não aprovei. Você viu a placa do sorvete artesanal e fui até lá. Usei essa moeda e o troco do estacionamento para pagar o sorvete. Então a carteira ficou no côco! Marido, eu quero encontrar o documento do carro. O resto nós providenciamos depois! Dinheiro se ganha outro!
- O cartão de crédito tem chip... será que estará na carteira. Já o bloqueei. Tomara que o banco o desbloqueie, senão, só depois do dia 5 de janeiro eu terei cartão, de novo!
- Não deu tempo para usar seu cartão. A minha compra foi às 22h23min como está aqui no boleto. O outlet fechou às 23h. Quem achou a carteira não teve tempo de pegar seu cartão e o vender para clonagem. Nós chegamos na portaria hoje nem eram 9 horas...
No outlet, antes de pararmos o carro vimos a carteira na mão do Marcelo.
- Dei uma volta pelo gramado e achei a carteira, mas, sinto muito, o dinheiro sumiu. Entregou-me a carteira limpinha, sem qualquer sinal de ter estado na grama e com os pertendes revirados.
Meu marido abriu o compartimento discreto onde costuma colocar dinheiro e encontrou todas as notas, direitinho como ele deixara. Conferiu os documentos e os cartões. Todos lá!!! Sorriu para o Marcelo e deixou um agrado para ele, mesmo sabedor da safadeza dele.
Já eram quase 15 horas quando paramos para almoçar e após, passamos num mercado e compramos vários panetones. Levamos todos eles para a Delecacia de Policia.
Os policiais ficaram pasmos com a nossa sorte e bati foto para registrar o momento histórico. Aceitaram os panetones e se divertiram com o bom humor do meu marido.
A sanha que se iniciara antes das 9h acabou após as 15 horas, na véspera do Natal. A história correu pelo hotel e muitos nos cumprimentaram pela sorte.
A partir desse dia a carteira dele anda na minha bolsa!
História verdadeira ocorrida em Florianópolis no 24 de dezembro de 2009.
Bjkª. Elza
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Base de sustentação
Alguém parou para reparar nas posturas que os pés das pessoas adquirem numa fila?
E com seus donos sentados no banco duro de algum órgão público?
Fazendo prova, sentado em cadeira de braço, incômoda ?
Como coloca os pés o violonista que está sem o banquinho típico?
Observo os pés dos outros por que tenho problemas com os meus. Doem, são muito finos e longos, tenho as articulações machucadas e os ligamentos alongados. Qualquer sapato é um transtorno para mim.
Observo como as pessoas colocam os seus pés, imaginando que não tenham problemas e que estão confortáveis dentro dos sapatos. Admiro as posições mais inusitadas que as pessoas conseguem criar.
Numa sapataria vi aquela mulher grávida, bem barriguda a experimentar sapatos que compraria para outra pessoa. Fiquei fascinada! Só não conversei com ela porque meu marido me impediu. Ainda me pergunto como é possível comprar sapatos para outro usar. Compro os meus e não consigo usar uma temporada inteira!!!
Observo os tênis e me encanto ao verificar que eles se ajustam nos pés que os portam. Os meus, para caberem no cumprimento ficam largos e, invariavelmnete, tem defeito no peito do pé, bem ali, na amarração.
E as sandálias de dedo, hoje chamadas rasteirinhas? Nossa, só de olhar para elas as bolhas aparecem na minha pele! Comprei 4 pares: um chinelinho de quarto, leve e macio que consigo usar; uma de borracha, Havaianas, dourada que me dá arrepios e uso por 200 metros, no máximo. Gastei meu rico dinheirinho numa linda, dourada, com strass e que enche a sola do meu pé de bolhas dolorosas. Finalmente, comprei uma bordada e que me permite algum uso, desde que não invente de passear no shopping!
Sou do tipo de arranco os sapatos na primeira oportunidade. Na faculdade eu os tirava e colocava os pés sobre uma folha de caderno por causa da sujeira do chão. Mais de uma vez tive esperar a aula acabar, subir numa carteira e me esticar todinha para retirar meu par de pisantes da parede, onde meus bem humorados colegas o haviam pendurado.
Perto do meu casamento eu fiquei preocupada, pois, embora fosse uma reunião pequena e no apartamento dos meus pais, eu não poderia tirar os sapatos. Pensei com meus botões e escolhi um sapato já bem pisado e que era tolerável para usar e, mesmo assim, quando os tirei tinha bolhas e caibras...
Por que estou falando sobre pés? Por falta de assunto, ora!
Bjkª. Elza
E com seus donos sentados no banco duro de algum órgão público?
Fazendo prova, sentado em cadeira de braço, incômoda ?
Como coloca os pés o violonista que está sem o banquinho típico?
Observo os pés dos outros por que tenho problemas com os meus. Doem, são muito finos e longos, tenho as articulações machucadas e os ligamentos alongados. Qualquer sapato é um transtorno para mim.
Observo como as pessoas colocam os seus pés, imaginando que não tenham problemas e que estão confortáveis dentro dos sapatos. Admiro as posições mais inusitadas que as pessoas conseguem criar.
Numa sapataria vi aquela mulher grávida, bem barriguda a experimentar sapatos que compraria para outra pessoa. Fiquei fascinada! Só não conversei com ela porque meu marido me impediu. Ainda me pergunto como é possível comprar sapatos para outro usar. Compro os meus e não consigo usar uma temporada inteira!!!
Observo os tênis e me encanto ao verificar que eles se ajustam nos pés que os portam. Os meus, para caberem no cumprimento ficam largos e, invariavelmnete, tem defeito no peito do pé, bem ali, na amarração.
E as sandálias de dedo, hoje chamadas rasteirinhas? Nossa, só de olhar para elas as bolhas aparecem na minha pele! Comprei 4 pares: um chinelinho de quarto, leve e macio que consigo usar; uma de borracha, Havaianas, dourada que me dá arrepios e uso por 200 metros, no máximo. Gastei meu rico dinheirinho numa linda, dourada, com strass e que enche a sola do meu pé de bolhas dolorosas. Finalmente, comprei uma bordada e que me permite algum uso, desde que não invente de passear no shopping!
Sou do tipo de arranco os sapatos na primeira oportunidade. Na faculdade eu os tirava e colocava os pés sobre uma folha de caderno por causa da sujeira do chão. Mais de uma vez tive esperar a aula acabar, subir numa carteira e me esticar todinha para retirar meu par de pisantes da parede, onde meus bem humorados colegas o haviam pendurado.
Perto do meu casamento eu fiquei preocupada, pois, embora fosse uma reunião pequena e no apartamento dos meus pais, eu não poderia tirar os sapatos. Pensei com meus botões e escolhi um sapato já bem pisado e que era tolerável para usar e, mesmo assim, quando os tirei tinha bolhas e caibras...
Por que estou falando sobre pés? Por falta de assunto, ora!
Bjkª. Elza
sábado, 12 de dezembro de 2009
Amadurecimento
Conversa do meu marido com seu neto de 07 anos:
- Lorenzo, o que vc deseja nesse Natal? Escolha um presente para o vovô lhe dar.
- Vô, eu quero uma escrivanhinha para ter lugar para eu fazer minhas lições de escola.
Pelo que me conste ele está na primeira série de muuuuuuuuuuuuuuuitas.
Bjkª. Elza
- Lorenzo, o que vc deseja nesse Natal? Escolha um presente para o vovô lhe dar.
- Vô, eu quero uma escrivanhinha para ter lugar para eu fazer minhas lições de escola.
Pelo que me conste ele está na primeira série de muuuuuuuuuuuuuuuitas.
Bjkª. Elza
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Selinho

"O selo premia blogs que, além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos,nos provocam necessidade de refletir, questionar e aprender".
Impossível destacar meus amigos e blogs especiais. Cada um tem sua importância para mim, mesmo aqueles que visito pouco e sou pouco ou nada visitada. Assim, todos aqueles linkados ali do lado, na minha modesta opinião, tem mérito para receber esse selinho.
Obrigada, Ana.
Bjkª. Elza
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Homenagem
Ele nasceu em março de 1.918 numa pequena cidade do interior de São Paulo. Segundo filho de familia híbrida, pois, ela era italiana e o marido brasileiro. Com 14 anos veio para a Capital estudar. Morou na casa da Dona Elfrida e tomava o bonde andando para econimozar vinténs importantes para se alimentar.
Aos 21 anos obteve o grau de bacharel em Direito e foi colega de turma e amigo de Janio Quadros e Theotonio Negrão, dentre outras ilustres figuras com quem dividiu os bancos das Arcadas.
Era pobre e não participou das Peruadas e nem do Penduras.
Por ordem do Secretário de Segurança Pública foi nomeado delegado de policia logo após sua formatura, assim como outros bacharéis, porque exerciam humilde cargo de escrevente na Secretaria.
Cumpriu com todos os seus deveres. Mudou de cidade diversas vezes e, na segunda para onde foi transferido conheceu aquela com quem se casou e teve 3 filhos.
Aposentou-se no tempo exato. Nem um dia a mais ficou na ativa, apesar de ainda ter cargos a alcançar por promoção.
Buscou advogar e conseguiu lugar num bom escritório. Realizou-se e tornou-se outro homem. Aos poucos, aquela doçura interior e a sensibilidade natural afloraram e a companhia dele tornou-se mais agradavel e leve. Passou a brincar mais, fazia trocadilhos e troçava das pessoas sem cerimônia. Gostava de cantar e tocar violão e queria que a atividade fosse em grupo. Pesquisava músicas antigas e encontrava letras e melodias raras nessa busca.
Não cria em Deus e nem em santos ou espíritos.
Era o agregador da familia, tanto com esposa e filhos como com a Mãe e irmãos. Era ele quem juntava todos a sua volta. Formou um grupo grande para jogar peteca no clube e todos se telefonavam para justificar eventual ausência.
Apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube deixou de ir ao campo para assistir aos jogos depois que brigou na rua como se moleque fosse e não autoridde policial.
Adoeceu e se despediu de nós em 9 de dezembro de 1.995.
Sempre foi meu incentivador. Confiava em mim. Era meu grande amigo. Trocavamos confidências. Eu sabia as senhas de suas contas bancárias, assim como ele sabia as minhas. Trabalhavamos juntos e eu morei em sua casa até julho de 1994.
Depois que se foi apareceu-me em sonho por 4 vezes, e em cada uma me deu um recado e contou-me como estava. Nessas ocasiões também apareceu em sonho para a viuva e a neta. Faz pouco tempo visitou-me e reconheci sua conversa, muito embora a voz fosse de outrem. Sorriu quando o reconheci e foi embora.
Recuso-me a levar flores para seu túmulo, embora pague a anuidade do cemitério e a empresa de jardinagem. Não mandei rezar missa e não sei se telefonarei para meus irmãos.
Penso nele todos os dias. Sinto sua falta em todos os momentos. Vivo estivesse jamais me deixaria cometer os erros que cometi e que me fizeram muito infeliz e me distanciaram da familia.
Pai, espero reencontrar você.
Beijos carinhosos. Elza Maria
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