segunda-feira, 25 de maio de 2009

PostHeaderIcon Velho Golpe Velho II

Enquanto eu não obtive resposta não sosseguei.
O telefonema para a Associação dos Advogados de São Paulo - AASP em nada resultou. Ninguém sabia desse pacote envolvendo os advogados.
Fui ao site da tal Fadesp e descobri que o tanto endereço como telefones mudaram. O manobrista da garagem que está no prédio onde funcionou a Fadesp me passou o novo endereço e a santa Telefonica São Paulo me ajudou. Consegui o número do telefone.
Lá, ninguém para me dar satisfação. Consegui o nome e o telefone do presidente dessa "Federação", mas só consegui falar com ele no final da tarde.
Explicação:
"- Ah ... fui eu quem enviou seus dados para o banco ... nem sei como eles vieram parar na minha mão ... pensei que estivesse ajudando ... não, esse cartão é diferente dos outros, pois, se não desbloquear estará cancelado ... é, no frigir dos ovos é a mesma coisa ... já cancelou então está resolvido ..."
Deve estar falando um monte sobre minha pessoa, mas eu não me importo, pois, estou eu a falar um monte sobre esse camarada.
Ainda aguardo resposta da ouvidoria da AASP sobre a consulta que fiz a respeito dessa barbaridade, pois, afinal, trata-se da Federação das Associações ...
A explicação não me bastou, mas estou muito velha e muito cansada para ir mais longe.
Bjkª. Elza
sexta-feira, 22 de maio de 2009

PostHeaderIcon Velho Golpe Velho

Ao chegar em casa no final da tarde depois de passear o Baltazar, encontrei o porteiro com um envelope para mim.
Abri e me deparei com um cartão de crédito do Banco PanAmericano, com bandeira Mastercard.

Junto, folheto explicativo, contrato e cartinha informando que em razão da parceria com a Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo e o tal banco me encaminhava o cartão de crédito, com todas essas "vantagens":


-Anuidade grátis por 6 meses.
Comecei a rir. Anuidade refere-se a ano, ou seja, a 12 meses ou 365 dias! O imbecil que redigiu o folheto não sabe que existe semestralidade ...


- Limite inteligente para compras e saques.
Em outras palavras, crédito de R$ 3.000,00. Assim, do nada? Sem saber quem sou? Já pensou qual deve ser o juro?


O restante dos "benefícios" é apenas a repetição de todos os demais cartões. Nada de novo. Nada de criativo e nada que possa me interessar.


Quem já ouviu aquela história de jogar fora o cartão oferecido do nada e depois aparecer contas e mais contas de anuidades e seguros e coisas assim? Pois, então, liguei para o número indicado e caí no "atendimento eletrônico".


Para começar não tem opção desistência ou recusa de cartão. Teclei para a opção que mais se parecia com meu objetivo e caí naquela atendente educada e que tem o manual na frente e só sabe responder às perguntas que estejam no livro. Saiu do livro ela não sabe o que dizer.


Como eu sou grossa, já fui dizendo:


- Pode cancelar esse cartão que me foi enviado. Não o pedi, não o quero e não tenho interesse.


Forneci o número do cartão. Ela, muito engraçadinha, me pediu confirmação de dados ...


- Você está louca? Como é que vou confirmar dados se não conheço vocês, não sei quem é essa empresa, que dados vocês possuem da minha pessoa, onde obtiveram qualquer informação sobre mim... Perdeu o Juízo? Não vou confirmar dados coisa nenhuma. Quero apenas que vc cancele esse cartão!


- Sem confirmação de dados eu não posso transferir a ligação...


- Menina, você se vire e cancele o cartão! Nada mais do que isso! Onde vocês encontraram meus dados para me mandar esse cartão? Compraram qual lista e de quem? Vocês me mandaram cartão e portanto tem meus dados. Cancele o cartão!


Por qualquer razão ela me transferiu para outra atendente que não pediu confirmação de dados e tentou me colocar na musiquinha.


- Moça, nem pense em me largar na musiquinha até eu desistir, porque, sou mais teimosa que a mula. Você trate de cancelar esse cartão e já. Não quero passar por qualquer aborrecimento por conta de vocês.


- Senhora, trata-se de produto exclusivo para advogados e juízes ...


- Filhota, eu li a cartinha que vocês me mandaram e não quero esse cartão! Eu não quero saber da história da criação desse cartão. Nunca ouvi falar na Federação das Associações de Advogados de São Paulo e nem estou interessada. Cancele e fim de conversa. É proibido mandar cartão para as pessoas dizerem que não o querem e vocês estão me aborrecendo.


Pouco tempo depois ela voltou à linha e me disse que receberei carta confirmando o cancelamento do cartão, mas não me deu número de protocolo da ligação e esqueci de pedir...


Por enquanto estou com o envelope rasgado e todo o seu conteúdo, intacto, na minha gaveta, de sobreaviso.


Acredite: segunda feira a Associação dos Advogados de São Paulo receberá ligação de uma associada muito brava!!!



Essa tal de federação já recebeu e.mail reclamando do procedimento.


Depois eu conto no que deu a gritaria que armei.


Bjkª. Elza
quarta-feira, 20 de maio de 2009

PostHeaderIcon Claudemira e o túmulo

- Chame a policia. O carro funerário foi roubado! Depois desse alarme o motorista soltou todos os palavrões que conhecia e ainda reclamou com Claudemira que o colocara nessa encrenca.
Claudemira nem chorou. Voltou para dentro do bar, pediu uma cerveja e esperou o desenrolar dos acontecimentos. Sua amiga Creusa estava dentro da urna funerária sendo do transportada para a última morada.
- Quero inaugurar o túmulo que herdei e me acontece isso. Faz anos que não piso na minha cidade, resmungou entre copos de cerveja a mulada de peitos fartos, cabelos indomados e inteligência curta.
- Isso é coisa do Zé do Bode, só pode ser. Ele andava por aqui antesdonte, disse o empregado do bar. Ele adora essas coisas de assustar o povo de fora. Pode prucurá que oceis acha ele e o carro de defunto.
A policia chegou, fez seu serviço e todos sairam em busca do carro de defunto. Rádio foi passado para a policia rodoviária e o alerta geral estava dado. Nenhuma noticia do carro ou da urna chegavam. O tempo passava, a tarde caía, e a cerveja rolava.
- Dona, a senhora entorna bem a cerveja. Tou de oio faz um tempão, disse o Peninha, outro empregado do bar.
- Perdi minha amiga. Bebo para não chorar, resmungou Claudemira.
- Perdeu, como?
- Morreu e o corpo sumiu. O carro funerário foi roubado. Quem pode querer um carro de de defunto?
- Eita gente! Tem um carro ali no garpão. Será doceis? Vi o Zé do Bode puxar o carro prá lá.
A correria foi enorme. O carro encontrado incólume. Todos os documentos no lugare a urna intacta.
- Linche esse Zé do Bode! Avise a polícia para dar baixa no BO porque nós temos que seguir viagem e não queremos ser parados nos postos policiais, disse o motorista. Vamos ver se agora chegamos ao nosso destino. Já estamos com 4 horas de atraso e tenho que devolver esse carro para o Serviço Funerário da Capital.
Seguiram estrada adiante com Claudemira roncando ao lado do condutor. A cerveja tem efeitos drásticos não apenas na sonolência que causa, mas na bexiga do bebedor.
- Pára aí moço, não aguento mais!
- Moça, aqui não tem onde ...
- Eu me viro, mas páre aí!
Esse diálogo não foi o único até chegarem ao local do enterro. Eles conseguiram se desentender diversas vezes, não apenas por causa da bexiga da Claudemira, mas por todos os motivos imagináveis, inclusive sono e fome.
Claro que já passara da hora de entregar a urna pois já eram mais de 18 horas quando aportaram no cemitério. O enterro precisou ficar para o dia seguinte. O motorista descarregou o caixão no velório municipal e deixou Claudemira numa pensão barata. Dalí para frente era com ela.
- Se quiser tem uma cama de cima no beliche do último quarto, disse a dona da pensão. Não tem café da manhã, não. Banheiro no fundo do corredor com banho frio.
O cemitério era pequeno, pobre, feio, sem nenhuma árvore e em cada túmulo flores de plástico, todas iguais. O calor é tão grande que só as flores de plástico resistem.
- Dona, a Senhora não pode enterrar essa defunta aqui nesse túmulo, não. Ele está lotado. Tem 4 gavetas e todas ocupadas. Além disso esse túmulo é da Prefeitura. A Senhora não pode exumar os corpos, não.
- Como?! Tem alguma coisa errada. Eu recebi esse túmulo como herança da minha tia. Agora eu tenho onde cair morta! Vim inaugurar meu túmulo! Veja a carta que me mandaram.
A confusão foi armada, por que, Claudemira, de fato não recebera aquela herança e o corpo da Creusa precisa de descanso. Depois de horas de conversas e choros e desesperos, Claudemira cedeu e deixou o corpo da amiga ser colocado nos túmulos provisórios destinados aos indigentes já que não tinha disponibilidade financeira para comprar uma campa e nem interesse. Já gastara muito mais do que poderia para transportar o corpo.
Nem flores e nem velas. Apenas Claudemira e os coveiros deixaram a urna com Creusa. Findo o serviço, Claudemira virou as costas e voltou para casa.
- Gente, viagem tranquila, motorista simpático. Fiquei num hotelzinho simples mas limpinho e com boa comida. O cemitério é muito lindo e bem tratado, cheio de flores e árvores. Uma beleza! A Creusa está muito bem acomodada. Quase tirei fotos, mas não achei que era próprio. Juntou gente para ver o enterro da mulher que veio de fora.
Bjkª. Elza
domingo, 17 de maio de 2009

PostHeaderIcon Museu da Ligua Portuguesa






No domingo visitei esse museu que está instalado na Estação da Luz,no centro de São Paulo.





Fiquei estasiada com o que vi e ouvi.


Trata-se do segundo museu do gênero no mundo, pois, o primeiro fica na África do Sul.


Considero visita obrigatória para reside em a São Paulo e muito interessante para quem visita a metrópole.



O site http://biblio.crube.net/?p=969 traz fotos e a completa descrição das exposições. Vale a pena visitar.


Bjkª. Elza
sábado, 16 de maio de 2009

Ganhei esse selo da Mirian Mondon num dia muito especial, por que, críticas pesadas me fizeram até pensar em fechar esse espaço. O presente dela me mostrou que existem duas faces da mesma moeda.
Obrigada, Mirian pelo destaque e pelo carinho.
Nem só por selos e sentimentos pessoais esse blog é movido.
Temos uma tragédia acontecendo no País.
As chuvas estão destruindo o Norte e o Nordeste.
Pessoas desabrigadas, sem água potável e sem alimentos. Casas destruídas. Vidas interrompidas. O noticiário aqui no Sul e Sudeste não mobiliza o povo a se unir e doar roupas, alimentos não perecíveis, medicamentos e tudo o mais que possa servir aos nossos irmãos que já sofrem com a seca e agora, com as chuvas, de modo que, divulgo as contas bancárias disponibilizadas pela Cáritas Brasileira, um orgão da CNBB:
Banco do Brasil, agência 3475-4, c/c 8018-7;
Banco Bradesco agência 0484, c/c 66.000-0;
Caixa Econômica Federal, agência 1041, operação 003 – conta 645-0.
É o mínimo que posso fazer. Minha doação será depositada na segunda feira, sem falta.
Bjkª. Elza
sexta-feira, 15 de maio de 2009

Todo mês temos as aventuras da Tertulia Virtual.
A proposta desse é estabeler prioridades para passar 10 anos numa ilha deserta. São apenas 5 objetos ou pessoas.
Muito bem, já que a ilha é minha e lá passarei 10 anos, se é que viverei tudo isso, perdi muito tempo pensando o que poderia ser-me útil e indispensável.
Pensei em levar um veleiro; caixa de ferramentas, mudas de plantas, livros, papéis e canetas, roupas variadas; caixas de fósforo, barracas e objetos de conforto, vários pares de óculos; produtos de higiene e coisas assim.
Pessoas eu descartei de pronto, pois, a ilha é deserta e talvez meu convidado tivesse arrepios de pensar em ficar por lá. Como poderia submeter outrem as minhas vontades?
Nada me satisfez, pois, sempre faltava algum item.
Nessa angústia, ocorreu-me um item e então decidi: para lá eu levaria apenas minha lâmpada mágica que atendesse a infinitos pedidos.
Bjkª. Elza
quarta-feira, 13 de maio de 2009

PostHeaderIcon Libertação dos escravos


Imagem obtida no site do UOL.

Fui lá no Houaiss para ver o sentido exato da palavra escravo e encontrei:


Acepções■
adjetivo e substantivo masculino

1 que ou aquele que, privado da liberdade, está submetido à vontade absoluta de um senhor, a quem pertence como propriedade

2 Derivação: por extensão de sentido. que ou quem está submetido à vontade de outrem, a alguma espécie de poder ou a uma força incontrolável

3 Derivação: sentido figurado. que ou aquele que trabalha como serviçal; criado, servo

4 Derivação: sentido figurado. diz-se de ou amante extremamente dedicado ou amigo fiel

5 Derivação: sentido figurado. que ou aquele que trabalha em excesso, que vive para o trabalho

6 que é próprio de escravo, de pessoa inteiramente submissa a um poder ou a um senhor


Não sou historiadora, socióloga, psicóloga e nem tenho a pretensão de conhecer a fundo nossa história e o povo, mas deixo no ar a questão:
houve, de fato, a libertação dos escravos?
Somos ou não somos escravos das vontades de nossos governantes e dos seus destenperos?
Qual é nossa participação na administração pública?
Em quem você votou nas últimas eleições?
O que vc faz em face desses escândalos e mais escândalos que assolam o País?
Qual é a sua reação quando toma conhecimento das alterações legislativas que beneficiam os funcionários públicos e os tratam como seres especiais?
Temos vontade? Exercemos nossos direitos? Cumprimos nossos deveres?
Somos um povo livre?
Elza