terça-feira, 17 de março de 2009
Aniversário

Abri as portas desse cantinho para comemorar minha chegada à terceira idade.
Agora eu não pago passagem de ônibus, uso a fila especial dos bancos. Tenho direito ao estacionamento dos idosos nos shoppings e mercados, atendimento preferencial nos aviões, balcões da justiça e em todos os lugares em que vá.
Oficialmente sou idosa!
Só tem um detalhe: minha cabeça e minha alma não se convencem disso e continuam a sonhar e a brincar e a agir como se eu tivesse menos idade. De vez em quando o corpo emperra e reclama, mas a cabeça não dá bola e força a barra!!!
Meu irmão acabou de me ligar e me disse "seja bem vinda aos 60! É igualzinho aos 30, aos 40 e aos 50. Só tem uma coisinha: quando vc acordar e colocar os 2 pés no chão, preste atenção para ver onde está doendo. Se não doer em lugar nenhum, pode voltar a deitar porque é sinal que vc morreu kakakakakakaka".
Não sei colocar música, de modo que deixo por conta da imaginação de cada um esse detalhe.
Acho interessante a leitura do ESTATUTO DO IDOSO. Bom preveito!
Deixo de fazer balanço de vida porque estou feliz e não quero me lembrar do que já passei para chegar até aqui.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Lua diurna

Meu cachorro e eu andávamos pelas calçadas de Moema.
Ele, muito preocupado em cheirar todos os cantinhos das paredes e dos postes e dos jardins.
Eu, distraída, no meio da passarinhada, olho para o céu e me encanto com a lua.
Nem imagino porque a ela permaneceu visivel para nós, hoje, até tão tarde.
Já era dia alto e ela, lá, impassível, pendurada no céu por fios invisiveis, brilhante, a me provocar e me encantar.
Noturna a lua é comum, normal.
Lua diurna é translúcida, alegre, brincalhona.
Pouco me importa de é Nova ou Crescente.
Não quero saber se é mero reflexo dos raios do sol.
Lua diurna é bela e simples. Enfeita o céu com sua beleza suave e silenciosa.
Bjkª. Elza
Para quem não sabe:
As ruas desse meu bairro tem nomes de pássaros.
domingo, 15 de março de 2009
O Desejo

Postagem sobre o tema proposto pela Tertulia Virtual
Um calor sobe pelo corpo nu
Os pés queimam e as pernas incham
Os joelhos tremem e os pelos eriçam
O peito arfa com a respiração mais rápida e incontida
As mãos passeiam pela pele num sobe desce macio e fluido
A nuca arrepia e a coluna arqueia
Os braços enlaçam
Os olhos se fecham
Os lábios murmuram
A garganta geme
Rola para cá e pra lá com os cabelos soltos
O corpo, elétrico, pede mais.
Anseia por mais beijos, abraços, mordiscos, lambidas
O corpo em chamas oferece carinhos lascivos,
grunhidos, suspiros e respiração ofegante.
Quer doar suor, umidade natural, aberturas quentes e pulsantes.
Precisa expressar o amor e o desejo de gozar.
Acorda molhada e insatisfeita.
Bjkª. Elza
sexta-feira, 13 de março de 2009
Inclusão social
Blogagem sugerida por Ester.
No outro Blog do Beagle contei alguns momentos vividos numa entidade beneficente, aqui em São Paulo.
Talvez tenha contado minha incrível experiência com a cegueira. Ai Jesus !!! ... o povo prefere dizer deficiência visual...
Prefiro dizer cegueira porque sou deficiente visual mas não cega. Sou portadora de alta miopia e essa deficiência não me impede de dirigir, de ler e estudar e não foi obstáculo para eu cursar e obter dois bacharelados por universidades diferentes. Também não me impediu de exercer minha profissão e de me casar.
Assim, a expressão "deficiência visual" não me agrada e prefiro o termo cru que para mim tem conteúdo certo. Preciso esclarecer que o cego que nada vê é raro. De forma geral e em graus variados o cego vê sombras e vultos. Pelo fato de ele conseguir divisar sombras é que o termo cego foi colocado de lado e adotado o "deficiente visual".
Essa discussão a nada leva, mas esclarecer não custa.
Minha experiência decorreu de um sonho que tive enquanto dirigia uma entidade beneficente que, àquela época estava com 80 empregados, 230 alunos na escola de primeiro grau, 150 crianças na creche e 20 cegos no departamento especial que deveria educá-los e integrá-los à sociedade.
Os cegos não eram integrados aos demais componentes da entidade, muito embora, o espaço físico fosse um só. A bem da verdade, a entidade era composta de departamentos estanques e que não se comunicavam. Ninguém via os cegos sendo treinados no pátio da escola. As crianças da creche não tinham contato com as crianças da escola e assim por diante.
Sonhei em transformar tudo aquilo num lugar uno e coeso. Sonhei em ver os cegos transitando pelo pátio ao mesmo tempo que as crianças da creche cantavam suas cantilenas e as crianças da escola utilizavam a quadra de esportes nos exercícios da ginástica.
Sonhei em ter crianças cegas na creche e na escola e integrá-las na sociedade desde jovens. Sonhei em integrar os cegos adultos à sociedade e ao mercado de trabalho. A entidade cuidava só de cegos adultos que chegaram a essa condição por acidentes, diabetes, doenças congênitas e por aí afora. Geralmente, a entidade cuidava daquele que ficou cego já adulto.
Ficar cego já adulto é razão de outro post... As dificuldades e necessidades deles são espantosos. Falta de tudo para que esses adultos possam continuar suas vidas, desde treinamento, livros escritos ou falados, máquinas de escrever, computadores a preços decentes e por aí afora.
Muitas etapas precisariam ser vencidas e uma delas, a que me marcou profundamente foi me sentir cega.
Sob encomenda, os técnicos da entidade deram uma pincelada no que é a escrita Braille e o que ela significa para os cegos. Mostraram como funciona a bengala longa e retrátil e vendaram nossos olhos para o exercício final.
Os olhos vendados e a escuridão parcial me trouxeram falta de equilíbrio e enrijessimento dos músculos do tronco. Por alguns instantes eu não sabia onde estava, mas consegui recuperar a noção de espaço. Uma psicopedagoga me guiou. Eu agarrei no seu cotovelo e saimos andando pelo patio, escadarias, corredores, salões, cozinhas da entidade.
Aos poucos os sons e as claridades tornaram-se importantes para a localização. O barulho de uma colher colocada sobre o mármore da pia deu a pista de onde estávamos. O vazio de parede, repentino, nos indicou a presença das escadas e assim por diante. No transcurso do exercício eu folguei minhas garras de medo e apenas toquei o cotovelo de minha guia.
Nem todos participaram desse treinamento. Existem resistências pessoais, medos e traumas que devem ser respeitados. Para mim, foi a libertação pois, o conhecimento me enriqueceu.
Contudo, ficou um sonho não realizado, porque iniciei um projeto e não tive oportunidade de completar o trabalho de integrar todos os departamentos.
Departamentos unidos e coesos, poderiamos passar a trabalhar a comunidade em que a entidade estava inserida, com a construção de calçadas adaptadas aos cegos e conscientização dos vizinhos sobre a importância de respeitar os espaços públicos para os deficientes, cegos ou cadeirantes ou qualquer outro que detenha necessidades especiais.
Também não pude nem chegar perto da profissionalização dos cegos, mas isso, é para outro post.
Quando eu ando aqui pelo meu bairro com meu cachorro eu observo a falta de respeito das pessoas para com os espaços públicos por onde poderá passar um cego e se machucar ou se perder em virtude dos obstáculos colocados com displicência em locais impróprios.
Muitas vezes eu socorri cegos sendo destratados ou debochados pela crueldade dos ignorantes, no centro de São Paulo. Muitas vezes eu os guiei até os locais de destino e aprendi coisas da vida diária que nenhum treinamento pode ensinar naqueles momentos de fraterna intimidade, já que eles pegavam no meu cotovelo para serem guiados.
Posso escrever sobre esse tema muitas e muitas coisas, mas o que quero dizer, no fundo, é que, todos nós deveríamos ter treinamento para deficiência. Acredito que após esse treinamento mudaríamos nosso comportamento e incluiríamos o deficiente em nossa vida sem preconceito.
Todos nós estamos sujeitos a nos tornarmos deficiente e portadores de necessidades especiais, mas, certamente, ninguém pensa nisso. Nenhum de nós está isento ou imune a um acidente, ou a doença que nos coloque noutra condição de sobrevida.
Bjkª. Elza
segunda-feira, 9 de março de 2009
Inclusão social
Sei que me comprometi a postar sobre o tema, mas não pude preparar nadinha.
Além de estar em férias, meu marido teve um pequeno problema de saúde e já está em franca recuperação.
Eu precisei voltar para Sampa para realizar outro serviço urgente. Cheguei faz meia hora, caindo de cansada.
Sinto muito ter falhado com meu propósito, mas tenho absoluta convicção que não faltará oportunidade para eu participar de blogagem organizada pela Ester.
Bjkª. Elza
Além de estar em férias, meu marido teve um pequeno problema de saúde e já está em franca recuperação.
Eu precisei voltar para Sampa para realizar outro serviço urgente. Cheguei faz meia hora, caindo de cansada.
Sinto muito ter falhado com meu propósito, mas tenho absoluta convicção que não faltará oportunidade para eu participar de blogagem organizada pela Ester.
Bjkª. Elza
sábado, 7 de março de 2009
Menina gestante
Eu sei que o assunto é velho e que muito se falou sobre isso, mas tenho que dar meu piteco.
A Igreja católica é retrógrada e isso todos nós sabemos.
Representa o pensamento canhestro e distorcido de sociedade malformada. Recusa-se à modernidade e perde fieis todos os dias.
Fiquei estarrecida com a atitude do arcebispo que pretendeu a excomunhão da Mãe da menina, dos médicos e de toda a equipe que salvou a vida física daquela menina submtida a constantes abusos sexuais.
Uma garota de apenas 9 anos de idade, com 1:35 m de altura e pesando 33 quilos, gestando gêmeos em razão de estupro, correndo risco de vida porque o corpinho ainda infantil jamais suportaria essa gravidez não pode passar por aborto.
A mãe é analfabeta, ignorante e sem a menor visão de mundo, pois, sequer percebeu que vivia com um crápula da pior espécie que abusava de suas filhas. Merece educação e não punição.
A equipe médica não pode praticar esse ato de caridade e realizar o aborto naquele organismo franzino e delicado sob a ótica dessa Igreja. Todavia, essa equipe médica pode abortar os fetos, mas não tem meios de abortar o sofrimento, a humilhação, a vergonha, a dor pelos quais essa garota passou nas mãos de seu padastro.
A Igreja católica repugnou o aborto sob a desculpa de "proteger a vida do nascituro", mas deixa a vida da gestante sem proteção... Deixa a vida psicológica e a sanidade mental dessa garota seviciada à mercê de si mesma.
O pior de tudo, deixa o salafrário, o inconsequente, o safado e sem vergonha do autor da façanha impune! Diz que ele praticou um grave pecado e fim da história?
Depois a Igreja Católica não sabe porque está perdendo fieis para os evangélicos!
Do meu modesto ponto de vista, faltou bom senso ao Arcebispo e, pela primeira vez na vida, concordei com as palavras do nosso prisidenti quando se manifestou a respeito desse assunto!
Bjkª. Elza
A Igreja católica é retrógrada e isso todos nós sabemos.
Representa o pensamento canhestro e distorcido de sociedade malformada. Recusa-se à modernidade e perde fieis todos os dias.
Fiquei estarrecida com a atitude do arcebispo que pretendeu a excomunhão da Mãe da menina, dos médicos e de toda a equipe que salvou a vida física daquela menina submtida a constantes abusos sexuais.
Uma garota de apenas 9 anos de idade, com 1:35 m de altura e pesando 33 quilos, gestando gêmeos em razão de estupro, correndo risco de vida porque o corpinho ainda infantil jamais suportaria essa gravidez não pode passar por aborto.
A mãe é analfabeta, ignorante e sem a menor visão de mundo, pois, sequer percebeu que vivia com um crápula da pior espécie que abusava de suas filhas. Merece educação e não punição.
A equipe médica não pode praticar esse ato de caridade e realizar o aborto naquele organismo franzino e delicado sob a ótica dessa Igreja. Todavia, essa equipe médica pode abortar os fetos, mas não tem meios de abortar o sofrimento, a humilhação, a vergonha, a dor pelos quais essa garota passou nas mãos de seu padastro.
A Igreja católica repugnou o aborto sob a desculpa de "proteger a vida do nascituro", mas deixa a vida da gestante sem proteção... Deixa a vida psicológica e a sanidade mental dessa garota seviciada à mercê de si mesma.
O pior de tudo, deixa o salafrário, o inconsequente, o safado e sem vergonha do autor da façanha impune! Diz que ele praticou um grave pecado e fim da história?
Depois a Igreja Católica não sabe porque está perdendo fieis para os evangélicos!
Do meu modesto ponto de vista, faltou bom senso ao Arcebispo e, pela primeira vez na vida, concordei com as palavras do nosso prisidenti quando se manifestou a respeito desse assunto!
Bjkª. Elza
segunda-feira, 2 de março de 2009
Férias

Agora eu vou para Ubatuba e lá deverei ficar até o dia 5 de março.
Venho de ônibus para Sampa e me dirijo à Diadema para uma audiência. Cliente novo que venho cevando há um ano!!!
Saio da audiência e volto para Ubatuba.
Acredito que depois do dia 5 eu consiga descansar e só voltarei no dia 14 de março e pretendo comemorar meu aniversário no 17.
Passarei por aqui, pois, como a Justiça não entrará em férias para meu descanso e tranquilidade, estarei de note a postos para verificar o andamento das minhas coisinhas.
Assim, aguardem noticias, pois, não consigo ficar longe do blog, mesmo quando estou irritada e chata.
Tem blogagem coletiva no dia 9 e preciso preparar meu texto.
Fuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Bjkª. Elza
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