quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PostHeaderIcon Está tenso? Descanse, ora!















- Você não imagina o que eu fiz hoje, me disse a amiga cachorreira, ao telefone.
- Nem imagino, mia fia. Conte.
A linha do celular caiu naquele minuto. Fiquei sem sinal porque estava dentro do shopping, embaixo de muitas toneladas de concreto. Na hora fiquei curiosa, mas acabei esquecendo, pois, andei por lá com o marido por muito tempo.
Muitas horas depois:
- Conte, agora, onde vc andou e o que fez.
- Fui para aquele motel perto da Justiça, sozinha.


A primeira vez que ouvi história semelhante foi por um amigo e cliente, muitos anos atras. Ele estava muito cansado, cheio de tudo e de todos, enfrentando todo tipo de problemas, inclusive familiares.

- Elzinha, eu comi um sanduiche na cama e deixei cair migalhas por todos os lados. Bebi uma cerveja e deixei o copo no chão e a lata suada sobre a mesa de madeira. Deitei de sapato. Tomei banho de banheira e cantei feito um louco, espalhei água pelo banheiro inteirinho. Fumei no quarto com a janela fechada. Larguei a toalha molhada sobre o colchão. Liguei a TV num programa de esportes e deixei o som bem alto. Andei pelado pelo quarto e depois dormi como um anjo! Sai de lá novinho em folha. Deixei todas as restrições que enfrento em casa limpas! Todas as tensões e preocupações ficaram na água que usei. Eu me soltei. Entrei e saí sozinho e os recepcionistas não entenderam nada.

Eu quase morri de tanto rir com a ênfase que ele dava a cada palavra. Cheguei a pensar em fazer o mesmo para sentir o prazer de não ter restrições além das paredes que me rodeariam. Ficou na vontade.

- A recepcionista me perguntou se eu estava esperando alguém. Disse que tirara o dia para relaxar e descansar, sozinha. Pedi desconto. Ela me deu 20%.

Enquanto eu ria, ela continuou:
- Menina, eu peguei os sais de banho e a espuma, joguei na banheira e liguei a hidromassagem. Fez mais de 30 centímetros de espuma e eu fiquei lá, lutando para respirar e não deixar que entrasse nos meus olhos. Controlei o tempo para não ter queda de pressão. Usei aquela água quente e forte nos pontos de dor das costas. Valeu como massagem !!! Espalhei água pelo banheiro inteirinho e até me preocupei de ela escorrer pelo quarto. Deitei na cama e liguei a TV para desligar em seguida e ouvir o silêncio. Que coisa boa! Não tive minha mãe e meu filho me chamando e me pedindo coisas. Não tive que resolver questões com o pedreiro e nem com a empregada. Desliguei os celulares depois de avisar meu chefe que eu estava com sinusite e que iria ao médico. Descansada, sem barulhos, num lugar limpo e bonito, eu me deitei e dormi. Fazia muito tempo que eu não dormia em paz, sem medicamentos e tranquila. Estou renovada!

Taí a sugestão para descansar e encontrar algumas horas de bom sono.

Bjkª. Elza
sábado, 29 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Outras emoções

Por qualquer razão que desconheço o passado está voltando para o presente.

Reencontro com minhas amigas de infância parecia-me o ápice da recuperação de sentimentos e pensamentos, mas me enganei.

As recordações foram aflorando com o passar dos dias e outras pessoas do passado foram visitadas por meio das páginas do Orkut e nem sempre com retorno. Apesar disso, as fotos antigas foram retiradas dos baus e as imagens da adolescência resgatadas. Os sons de Neil Sedaka, Pat Boone, The Beatles e outros começaram a aparecer e muita risada despertou. Puro saudosismo.

O som do sino sempre nos acompanhou. Nós falávamos no sino da escola, tocado pelo Seu Marino a cada término e começo de aula dia após dia. Quando outra pessoa o tocava nós sabíamos a diferença. Sabíamos quando era o Mariano porque ele dava uma badalada a mais no final. De vez em quando um aluno não resistia à tentação e dava sua badalada naquele que deveria ser respeitado por nós. Ele, o sino, era do Seu Marino, o chefe da portaria da escola. Era único. Todas as escolas usam campainhas para separar as aulas. Lá, tinhamos o sino.

Meu irmão ouvia o sino das 7:45h e saía de casa correndo para entrar em aula às 7:50h, porque morávamos ao lado da escola. Entre cada aula duas badaladas com diferença de menos de 5 minutos. Ele marcava o final da jornada.

Era ele quem anunciava as provas, as horas vagas, as aulas de ginástica com Dona Ana; as aulas de canto como Maestro Callia e por aí afora. Ele quem silenciou quando nosso Diretor morreu.

O colégio busca seus ex-alunos porque completará 100 anos em 2011 e nos quer por perto. Juntamente com a associação dos ex-alunos promoveu confraternização por meio de churrasco, hoje.

Mesmo após minha saída dessa escola, pelo menos de 2 em 2 anos lá eu volto, para votar. Não ando por lá. Não visito classes e vejo aquele espaço desfigurado pela presença de estranhos andando pelos corredores, atravez das janelas.

Hoje, depois de 40 anos eu entrei naquele espaço como ex-aluna. Andei pelos corredores ainda iguais, limpos, espaçosos e tão familiares; desci aqueles degraus pequenos e baixinhos que levam ao pateo, enorme e belo. Mais belo porque foi criado lá no meio um canteiro com árvores e flores. Corri os olhos por todas as janelas como se conversasse com elas e me senti adolescente outra vez. O sino não estava lá. Talvez tenha sido retirado para evitar-se brincadeiras com ele, não sei.

Alguém teve o cuidado de gravar as badaladas do Seu Marino e soltou a gravação de surpresa, sem aviso e sem piedade.

Chorei de emoção naquela hora como estou chorando agora. Nunca pensara que aquele som pudesse despertar emoções tão fundas e belas.

Para completar, veio o Hino da escola. Já não sei a letra inteira, mas alguns pedaços eu cantei. Chorei, de novo.

Bjkª. Elza
sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Socorro aos necessitados





A Associação dos Advogados de São Paulo abriu espaços para recebimento de donativos para os catarineneses que estão em situação desesperadora. No anuncio ao lado também estão as contas bancárias que recebem doações. Cada um cede um pouco de si e Santa Catarina voltará a brilhar.

Recebi esse selino da miha amiga Rosamaria, cujo link está aí ao lado.

Obrigada, amiga. Estou muito orgulhosa dele.






Bjkª. Elza

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PostHeaderIcon TVA outra vez

Alguém quer saber qual é um dos piores atendimentos eletrônicos em Sampa?



É da TVA, certamente. Só perde para a Telefonica.


Nós compramos um novo aparelho de TV, desses modernos, cheios de letrinhas na especificação técnica. Nós pensávamos que esse aparelho era para transmissão digital, mas, quando fizemos contato com a TVA descobrimos que era TV de alta definição.


Na operadora nós temos um código de assinante que não é mais usado. Agora, para dificultar os atendentes querem o nº do telefone da assinatura e o CPF do titular ... Moro em condominio e não sei o nº do telefone e nem o CPF do marido... Apesar disso, consegui passar por diversas saias justas!


Aprendi, depois de passar por inúmeras atendentes que só sabem ler o manual, que são 3 sistemas de transmissão: analógico, digital e HD. Cada um tem um decodificador diferente e, cada um tem "pacotes" diferentes de canais. Claro que os preços são diferentes ...


Outra atendente lia para mim o manual, como se eu soubesse a respeito do que ela estava falando, e me perguntava se eu queria o pacote cheio ou não ... Como eu posso saber se o "pacote é cheio???" dizia eu... Fiquei com meu pacote cheio, isso sim, pois ela queria que eu dissesse os nomes dos canais do meu "pacote original"...


Outra atendente fez tamanha confusão com os preços que nossa conta, nesse primeiro mês ficaria em mais de R$ 400,00!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Esses diversos contados sempe permeados pelo indefectível:

- Senhora Elza, obrigada por aguardar ...


Cansei e deixei que meu marido resolvesse o problema, pois, quando estou irritada ele dá uma de bonzinho e fala com paciência e educação com esses atendentes mau treinados.


Meu marido fechou pacote com a TVA igual ao que tinhamos na TV analógica e solicitou o aparelho HD, o que me fora negado anteriormente sob as mais variadas desculpas.


Ele soube que para instalação do HD é cobrada taxa de R$ 49,90 para 50 cm de cabo.

- Que venha o cabo, disse ele.


A operação foi marcada para sábado de manhã.


O instalador chegou aqui com o aparelho digital, sem cabo HD e na maior cara de pau começou a transformação de nossa TV. Quando meu marido percebeu o erro ficou bravo, disse que ia chamar a polícia e daí para baixo... aos gritos ... O funcionário foi buscar o aparelho HD e não trouxe o cabo. Disse que na 2ª feira tudo seria normalizado, inclusive os canais de filmes que foram cortados.


Ontem à noite eu liguei mais de 10 vezes para a TVA para ser atendida.

Um atendente me jogou para o outro que me jogou para terceiro que me deu outro número de telefone que não atendia... Comecei de novo e um me jogou para outro que desligou na minha cara ... Uma atendente me deixou mais de 15 minutos na espera ouvindo anuncios ...


Foi assim das 20:30h até às 22:30h quando perdi as estribeiras e comecei a gritar. Eu queria falar com o gerente, com o superintendente, com o presidente essa droga de empresa... Gritei que não acreditava que essa droga de empresa fosse do mesmo grupo da Folha de São Paulo ... Invoquei o estatuto do idoso e os pagamentos corretamente efetuados... Chorei de raiva por precisar fazer esse escândalo para conseguir o que me é de direito porque o erro foi do atendente ... Implorei atenção porque a conta do telefone quem estava pagando era eu por erro do atendente que não anotou o pedido formulado pelo meu marido ...


Gritei tanto que fiquei rouca e consegui regularizar os canais de filmes injustamente cortados e obtive a promessa se instação do tal cabo amanhã, no horário comercial. O preço acabou acertado e ficou mais barato do que o valor apresentado ao meu marido e não sei o motivo. Os canais de filmes foram liberados na hora, durante o telefonema.


Por que o consumidor tem que passar por esse estres? Quem ganha com isso?


No passado, quando a TVA era a cabo, passados eles no meu prédio, outros não poderiam entrar por falta de espaço. Não sei qual é a tecnologia de hoje, mas sei que a net é a mesma droga, portanto, trocar de operadora e trocar de cheiro, como telefones celulares...


A conta é paga religiosamente, mas por que tenho que passar por esse sufoco, por esse desespero? Por que tenho que resolver na base do grito?


Adianta eu ir ao Procom e denunciar esse abuso? Adianta eu mover ação e pedir indenização por danos morais? Adianta eu contar essa vivência no blog?



Sem bjkª porque estou brava. Elza
sábado, 22 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Selinho






Ganhei da Lys e repasso para a Celia Kith, Menina Mulher e Tetê.
Obrigada pelo carinho.
Bjkªs. Elza
terça-feira, 18 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Direitos e deveres

Todos nós temos direitos e devemos fazer que sejam respeitados. Devemos lutar por eles e eles precisam prevalecer, desde que não sejam contrários ao bem comum, ou que firam a ética, os costumes.

Isso significa que nem sempre o que desejamos é o que podemos ter. Muitas vezes desejamos algo que se choca com o bem comum, ou seja, com o direito de todos.

Além disso, para cada direito que temos, existe um dever correspondente.

Todos nós temos deveres que são muito mais importantes que nossos direitos, pois, se cumpridos, trarão paz social.

Estou apenas divagando sobre o tema. Não tenho nada de especial para dizer a não ser que, sem respeito ao próximo, sem respeito às leis, sem observância do que foi estatuido não tem sociedade de aguente.

Sociedade desde aquela no sentido mais amplo que se possa imaginar, até a simples, composta de duas pessoas sob o mesmo teto. Um respeita o outro e ambos vivem felizes? Não é bem assim, pois, felicidade não existe e respeito não é garantia de harmonia, mas ajuda.

Respeito é fundamental em todas as relações humanas, pois, demonstra não somente o grau de compreensão entre os viventes, mas a educação, a sofisticação de sentimentos, a humildade e o carinho pelo outro. Só quem tem carinho sabe respeitar e esse é o inicio do tão falado "amor". Para respeitar o outro não e preciso sofisticação intelectual ou formação acadêmica, não. Para respeitar o outro basta se respeitar e aceitar que o outro tem falhas, acertos, sentimentos, virtudes e defeitos, medos e por ai afora.

Para respeitar o outro basta não exigir dele aquilo que não se é.

Bjkª. Elza
sábado, 15 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Comer comer

- Quer que eu faça carne assada para vc levar? Traga, então um lagarto pequeno, com 1 quilo, no máximo, disse eu a meu marido que passaria a semana em BH.

- Marido, esse lagarto não ficará bom. É parte de uma peça grande ... Farei o que puder, mas essa carne é dura demais, comentei assim que ele chegou com a compra.

- Você corta as cebolas? Bem fininhas, certo? Em rodelas.

E meu marido cozinheiro ficou lá na cozinha chorando as pitangas e cortando cebolas. Exagerou na quantidade e quando vi, já estavam refogadas com a carne dentro.

- Eu ia fazer de outro jeito essa carne, falei sem graça.

Eu ia cozinha-la no vinagre, na pressão, por muito tempo, em fogo brando para ver se amaciava e depois a colocaria na metade da cebola que ele cortou.

O que está feito está feito e tentei salvar a tal da carne, mas não teve reza que a deixasse macia. Ele foi para BH e deixou a pedra comigo. MInha fiel escudeira e eu, mais do que depressa a metemos no processador. Virou menos que carne moida. Pensei que ela poderia servir para molho de macarrão e guardei no freezer.

- Bemmmmmmmmm, tou chegando com fome.

Lembrei da sopa de beringela que a Meire me ensinara no mural do amigo secreto e tratei de improvisar. A beringela com pimentões e cebolas já estava pronta e muito gostosa. Bati tudinho do liquidificador. Cozinhei 2 batatas e acrescentei ao creme. Coloquei numa panela com um pouco daquela carne e servi com torradas e enfeitada com cheiro verde. Ele adorou.

Sobrou carne e hoje, ele inventou sanduiche com ela: pão de forma, carne, queijo Santa Marta, alface e tomate. Uma delicia, mas estou sentindo o gosto da cebola na minha boca. Iéquete!

Além desse gosto amargo que não consegui tirar ao escovar os dentes, meu estômago está reclamando. Se eu tivesse leite de magnésia em casa tomaria uma colher, mas não tenho e não sairei agora. Veremos o que acontecerá.

Bjkª. Elza