segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Palestra de Brian Dyson (ex-presidente da Coca-Cola Co.)

'Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são
lançadas no ar...

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é a única bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima.
Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão
permanentemente danificadas.

Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida'.

Como?

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas.
Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante.
Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.
Apegue-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.
Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida.
Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.
Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
Não tema admitir que não é perfeito.
Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo.
A melhor forma de receber amor é dá-lo.
A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio.
A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas.
Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve.
É um tesouro que se carrega facilmente.
Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.
Lembre-se:
Ontem é história.
Amanhã é mistério e
HOJE é uma dádiva. Por isso se chama 'presente'.


Se você quiser, passe este recado para as pessoas que
são importantes para você, porque segundo Brian sugeriu: 'apegue-se
às coisas que são queridas ao seu coração (entre elas os
amigos). Sem elas a vida carece de sentido'.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Preconceito

Fui contratada para defender os interesses de uma pequena metalurgica.
Elaborei defesa e juntei os documentos necessários.
Fui para a audiência, ontem às 13h40min no Forum Rui Barbosa, lá na Barra Funda.

As partes foram apregoadas com alguns minutos de antecedência.
Minha cliente e eu nos aproximamos da mesa. Sou muito polida e sempre peço licençapara me aproximar e me sentar.
Mais do que depressa e com muita gentileza o Juiz nos convidou a tomar nossos postos.
Conversei bastante com ele e com o digitador sobre carteira da OAB e comprovação do exercicio profissional. Conversa amena para preencher o tempo.

- Excelência, estou vendendo pelo peso e pelo preço que comprei a história que vou contar, disse eu.

Contei de uma advogada que destratou uma Juíza e lhe exigiu a apresentação da carteira de magistrado e acabou saindo da sala acompanhada de dois seguranças e com oficio à OAB para ser apurado o comportamento inconveniente.

O advogado do Autor chegou enquanto eu falava. Mal ajambrado, cabelos revoltos, foi sentando sem cumprimentar o Magistrado e disse:

- Pois eu presenciei um colega exigir a apresentação da carteira do juiz e o tal não era juiz coisa alguma. Saiu fugido!

O cliente dele não compareceu. Ausente o autor o processo vai para o arquivo, mas ele pode renovar a ação. É a lei! O Juiz, muito ponderado me perguntou se eu faria alguma proposta de acordo para evitar a renovação do processo. Fiz proposta apenas para agradar ao Juiz. O advogado nem respondeu. Era irrisória, de fato. Expliquei ao advogado porque fizera aquela proposta tão ínfima e minha cliente só faltou pular no meu pescoço e me dar um beijo estalado nas bochechas porque percebeu que o outro ficara acuado.

Por tratar-se de questão técnica, não deixarei qualquer esclarecimento, tá?

Como não houve acordo o Juiz ofereceu os documentos que estavam no processo para o advogado que não os queria. Disse que compareceria noutra data para buscá-los. O Juiz insistiu para o advogado levar os papéis já que possivelmente precisaria deles para mover outra ação e, finalmente conseguiu seu intento.

Pensei que a audência fosse ser encerrada ali, quando aconteceu o seguinte:

- Nordestino é assim mesmo! Comparece no escritório e pede para movermos ação. Vão para a terrinha e se esquecem de voltar. Disse o advogado do Autor.

- Doutor, isso é preconceito. Não é por ser nordestino ... tentou dizer o Juiz

- Advogo há 30 anos e estou acostumado a lidar com essa laia. Nordestino é assim mesmo, irresponsável e folgado. Depois que o processo vai apra o arquivo voltam chorando no escritório ...

- Doutor, o senhor está sendo preconceituoso e está me ofendendo. Eu sou nordestino e não sou irresponsável e nem folgado, retrucou o Juiz com sotaque que até então eu não notara.

A ata da audiência foi entregue e assinamos antes do tal advogado que, para finalizar a gafe diz:

- Doutor, o senhor é cearense?

Sai mais do que depressa da sala e não ouvi a resposta.

Nortista, nordestino, sulista, palmeirense, branco, negro ou oriental, gay, alto ou baixo não define o carater de ninguém; não indica a responsabilidade, a inteligência ou a dedicação da pessoa à vida. As palavras desse incauto advogado foram um choque para todos os que estavam na sala e tenho certeza que o juiz não era nordestino coisa alguma, mas aproveitou a situação e deixou o outro constrangido.

Todos temos que medir e repensar nossos preconceitos, pois, todos nós temos algum, de alguma forma.

Bjkª. Elza
quarta-feira, 5 de novembro de 2008

PostHeaderIcon Estou sem assunto



Depois dos transtornos que tive ainda não estou totalmente recuperada, muito embora já possa conviver com pessoas que me conhecem e me estimam. Desconhecidos não são aconselháveis pois, continuo carente e chorona.

O blog anda um tanto abandonado porque não quero ficar chorando as pitangas e nem falando de coisas que já me magoaram, mas não posso deixar as moscas tomarem conta dele.

Assim, resolvi contar que tenho uma caçadora de moscas implacável aqui em casa. Ela fica mirando e estudando os movimentos de moscas, bichinhos de luz, abelhas ou qualquer um que se mova no ar. Quando menos se espera ela dá o bote e pega o bichinho e se põe a torturá-lo.

Acho que ela gosta de abelhas, porque tira uma asa e depois a outra. Dá patada para a coitada voar e depois a pega e empurra e por aí vai. Fica um tempão brincando com suas vítimas e eu me canso. Acho que ela devora a vítima depois de toda a brincadeira.

Claro que estou falando da gata frajola mais linda e meiga que conheço e que se deita no meu colo depois de me amassar bastante. Claro que estou falando dessa belezinha de olhos amarelos e pinta na ponta do nariz que a Barbara me deu. Daquela bonitinha que fica aqui do meu lado e coloca o queixinho sobre minha mão que está no mouse. Aquela que vai se deitar nos meus pés e que durante a noite anda por cima do meu corpo. Sim, aquela que mia para eu abrir a torneira da pia para ela tomar água corrente e que me diz que está com fome. Ela me pede para abrir a janela da área de serviço para ela admirar o movimento.
Claro que estou falando da Thelma Louise, minha gatinha querida e que noutro dia descobri que é uma gata de tamanho medio. Eu não sou "gatóloga" e sempre a achei pequenina...

Bjkª. Elza
sexta-feira, 31 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Saci Pererê
















Hoje é o dia do Saci em São Paulo Capital e Estado.
Ele faz parte do folclore brasileiro e é citado e conhecido em nosso País de norte a sul e de leste a oeste. Em todas as regiões ele aparece e tem características diversas. Ora jovem, alegre e irreverente; ora velho, maldoso e feio, como é visto por poucos. Varia conforme a região.
Aqui em São Paulo ele é conhecido como um menino negro, de pito de barro na boca, gorro vermelho na cabeça e malandro, arteiro,mas sem maldade, como o via Monteiro Lobato.
Ao que se saiba o saci nasceu indígena, no sul do Brasil, perto da fronteira com o Paraguai, Logo, não era negro, mas de cor escura. Tornou-se negro e com o pito na boca com a chegada dos escravos e ganhou o gorro vermelho depois da vinda dos imigrantes.
Assim, o saci é nada mais nada menos do que o resumo da mestiçagem brasileira. Ele sintetiza a miscigenação, pois, mudou de cor, aprendeu capoeira e a domina; tem jogo de cintura para sair das situações; apronta suas artes e escapa ileso para rir dos outros e do resultado de suas travessuras. É debochado, cômico e protagonista de variadas façanhas. É libertário e protetor das florestas e do meio ambiente.
Em outras palavras, ele é o retrato do brasileiro que não assume suas responsabilidades, brinca com tudo e não leva nada a sério; acha que pode se divertir às custas de tudo e de todos; é lascivo, promíscuo e interesseiro. Não assume posições e não defende o que lhe pertence. Quer levar vantagem sempre.
Qual é o maior inimigo do saci?
É aquele que aceita o que vem de fora como melhor do que o que tem aqui dentro. Aquele que não acredita nas potencialidades e conhecimentos e descobertas ocorridas dentro desse território nacional. É aquele que entrega sua identidade para outros povos e abraça festas e personagens estranhos à cultura pátria. Aquele que não respeita os limites e desmata e corroi o meio ambiente.
É aquele que esquece que tem folclore pátrio rico e adota folclore importado.
Hoje é dia do saci, ou seja, é nosso dia. Dia do brasileiro que já foi Macunaíma.
Nós com nossa irreverência e falta de preconceitos deveríamos eleger o saci como nosso símbolo maior por tratar-se de figura espelhada.

Em tempo: li a reportagem publicada pelo UOL com entrevista dada por Vladimir Sacchetta, que fez campanha e aprovou o dia do saci em São Paulo e interpretei o que ele disse. Interpretação livre, mesclada com meu ponto de vista pessoal.

Mérito a Vladimir Sacchetta.

Bjkª. Elza
quarta-feira, 29 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Sou abençoada

Dias dificeis eu estou enfrentando.
Triste.
Encolhida no meu canto.
Calada.
Doendo.

Uma amiga enviou e.mail com mensagem provocativa.
O pensamento foi longe. Valeu pela lição.

Outra amiga, esta, de infância, formulou um floral.
Milagre. A dor desapareeu como por encanto após duas doses.
A voz tomou forma. Os olhos voltaram a enxergar. O olhar continua baço e sombrio.

Uma correspondente de blog conseguiu extrair o sumo da angústia, via msn.
Lágrimas rolaram, primeiro de dor. Depois, de alivio.
Ela conseguiu despertar dois projetos arquivados.
Rumo bom para uma vida, não?

As mudanças não foram sutis e ocorreram em tempo curto, em menos de 24 horas.
Parece que o mundo volta a orbitar na rota certa.
Decisões precisam ser tomadas, sem dor, sem desespero, sem medo.
Estou viva.

Obrigada, minhas queridas Marilza, Tina e Anny, meus tesouros de amigas.

Bjkª. Elza
quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Um caminhão

atropelou minha alma.
Ela está tentando se recuperar.
Enquanto isso, não tem postagens.
Bjkª. Elza
terça-feira, 21 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Vida vivida


Época de eleições me faz sentir sentimentos que não quero compartilhar com minguém, pois, muito feios e baixos e que me envergonham em algumas ocasiões. De modo geral, um sentimento de nojo e repulsa ao que é exposto nas campanhas. Algumas vezes, sentimento de dó ante algumas proposições; riso, diante de outras; constrangimento perante outras, ainda. O sentimento mais constante é o de vergonha. Vergonha por saber que há mentira, manipulação de dados, inversão de prioridades, mentiras deslavadas por todos aqueles que almejam o poder.
Almejam chegar ao poder para quê, mesmo?
Voto porque sou obrigada e confesso, não tenho partido, não tenho convicção política, não tenho bandeira a defender e não acredito nas boas intenções de nenhum dos candidatos.
Para ser honesta comigo mesma, eu diria que sou anarquista e que adoraria tentar viver no anarquismo puro, apesar de o ser humano não ser confiável.
Sem bjkª por causa do meu humor. Elza