terça-feira, 7 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Outubro



quase final do ano. Primavera chegou, mas o frio não foi embora.


Tanta coisa para ser feita e a falta de vontade está emperrando tudo.


Queria ficar sozinha numa praia, mesmo com esse tempo feio; sentar nas pedras e observar a espuma que se forma por causa do impacto da água; ficar lá e ouvir a voz do oceano; sentir a força das ondas; molhar os pés e andar descalça pela praia devagar ou depressa, não sei; catar conchinhas, talvez; o vento batendo no meu rosto e despenteando meus cabelos curtos...


Permenecer o quanto me agradar e o quanto me for preciso, sem tempo de volta, sem celular, sem internet, sem obrigações ou compromissos, sem cobranças ...


- Bom dia, vou para a praia.

- Bom dia, quero um peixe na brasa com batatas fritas.

- Boa tarde, um cafezinho, por favor.

- Boa noite, um beirute e um suco de laranja.


Para que mais palavras?


Um mergulho para dentro de mim mesma, sem escafandros, sem pés de pato, sem máscaras...


Morreria de saudade dos meus bichos! Bjkª. Elza
domingo, 5 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Ganhei!!!!!!!!!!!!!

Tetê, obrigada pelo destaque.
Bjkª. Elza













Felina, obrigada pelo destaque.
Bjkª. Elza












Bjkª da Elza
sexta-feira, 3 de outubro de 2008

PostHeaderIcon TPM masculina

- Assim não dá! Já falei que vou embora de casa com meus filhos! Ele que vá gritar com a Mãe dele, com as irmãs, com as tias, mas comigo, nunca mais! Não fui criada assim!!! Por que tenho que suportar alguém que não sabe falar?

- Xiiiiiiiii, isso passa. Seja compreensiva.

- Compreensiva? Quem aguenta um homem de tpm? Grita por qualquer coisa, soca os móveis... Olhe, não admito que fale comigo no tom que ele falou. Tá cansado? Tire férias, mas não descarregue sobre minhas costas.

- Ele está estressado. Trabalha muito ...

- Que se dane! Eu também trabalho muito e cuido da casa, da empregada, do automóvel, da conta bancária; educo os filhos, visito a mãe dele ...

- Olhe, quando o meu levanta a voz para mim eu passo a conversar com o cachorro. Ele fica doido!

- Eu não! Quando ele levanta a voz me faço de surda e olho para ele como se fosse uma porta.Ele já ligou várias vezes para minha irmã para dizer que eu não tenho sangue nas veias.

- Primeiro eu derrubo a tromba, depois eu o ignoro e se não surtir efeito, eu berro mais do que ele.

- E o meu que veio de casa até aqui falando o tempo todo nos erros que o eletricista cometeu no conserto do carro!


- Já vi esse filme kakakaka o pior é que eles falam de um modo que parece que o erro foi cometido por nós e não pelo profissional que ele escolheu!

- Prá que escolher tanto? Prá que se eles são todos iguais? Só sabem falar aos berros, só sabem criticar e nos tiram o chão na hora do aperto! Ele tem falado comigo como se eu fosse menos do que peão de obra!

- Sei como é, porque, depois de um monte de grosserias, o meu ilustre me disse com a maior cara de pau: EU TRATO VOCÊ COMO A UM PRINCESA!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu aguento????

- Ele vive arranhando o carro e se eu bater a porta com um pouco de entusiasmo vira uma fera e berra!!!!!!!!!


- Ele esqueceu tudo o que ensinei para ele nos últimos 20 anos! Está agindo como no começo do nosso casamento quando estava sob a influência da mamãe ... Eu tenho filhos e estou ensinando para os meus que não se procede dessa forma e ninguém tem que gritar com os outros.

E por aí foi o assunto das mulheres lá no salão de cabeleireiro. Todas reclamam da mesma coisa: gritos dos maridos!


Ali, tinha mulheres de diversas idades. Bastante jovens, recém-casadas; mais idosas e já com netos; mais experientes; mas a grande maioria com formação universitária, dedicam-se aos seus trabalhos e lutam pelo dinheiro, por volta dos 40 anos, com filhos adolescentes.

Uma delas chegou reclamando e incendiou o ambiente.

Um bando de desconhecidas formou um grupo de apoio e todas, sem exceção, disseram que os maridos gritam em casa. Todas reclamaram da agressão verbal e do tratamento desrespeitoso que recebem.

Fiquei ensimesmada, pois, eu também acho que tudo tem limite e que o homem não pode descarregar seus humores e seus medos e seus cansaços nas costas da parceira.

Penso que liberdade entre marido e mulher tem limite. Não é tudo que se pode dizer ao outro. Existem assuntos que precisam ser preservados, sentimentos que não podem ser expostos pois, senão, o desnudamento é tamanho que o outro passa a ser invasivo e, por desconhecer a profundidade da invasão pode causar danos irreparáveis no outro.

Todos nós devemos ter reservas, o que não significa mentir ou trapacear, mas sim, omitir e disfarçar. Ninguém deve se expor totalmente.

Bjkª. Elza

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PostHeaderIcon Blogagem Coletiva


Muita gente falando sobre o mesmo assunto no mesmo momento é chato. Passear pelos blogs e encontrar sempre o mesmo tema é terrívelmente cansativo.

Câncer de mama é mil vezes pior do que isso.

Câncer de mama é terrível pois, atinge a mulher no que representa a essencia da feminilidade. Para mim, as mamas representam mais a mulher do que o útero ou a vagina. As mamas são o atributo da sensualidade e fonte de alimento.

Sejam elas grandes, pequenas caídas, tortas, empinhadas; murchas ... não importa. Elas são a essencia da mulher e por isso devem ser tratadas com carinho e atenção.

Nesse dia de blogagem coletiva recebi a noticia que uma conhecida está com um nódulo na mama e será operada no correr da semana próxima. Mulher inteligente, arrimo de familia, doutora em comercio exterior; domina 3 idiomas além, do pátrio; professora universitária, aos 43 anos notou o caroço e não fez os exames necessários e não se cuidou.

Ao final de um ano ele cresceu e tornou-se perigoso e ela corre todos os riscos que conhecemos.

Tudo porque teve medo de enfrentar o menor. Agora, sem estrutura porque está anêmica, deprimida e infeliz e mais sozinha do que nunca, ela enfrentará o maior.

Conheço uma jovem que luta para debelar um câncer de mamas faz 5 anos. Luta como uma leoa para domar os gânglios e a metastese porque concluiu que se não mudar de atitude perante a vida não conseguirá vencer a doença.

Gostaria de apresentar as duas e deixá-las conversar.

Silvio era negro, bonito, casado com a Iêda. Ele lutou muito, mas o câncer de mamas o levou e deixou seis filhas pequenas para ela criar. Homem não está isento dessa doença e também precisa ser prevenido e examinado.

Desnecessários conselhos ou indicação de sites, pois, todos temos os meios de informação. Precisamos de coragem para encarar os primeiros sinais de algo se formando no nosso organismo. Precisamos apoiar aqueles que estão doentes.

Bjkª. Elza
segunda-feira, 29 de setembro de 2008

PostHeaderIcon Minha cunhada

me dizia, hoje, com a maior sem cerimônia que era de fácil convívio e que não tinha gênio forte como eu a e filha dela que é mais parecida comigo do que qualquer um nessa vida.

Gargalhei e respondi:

- Não tem gênio forte? Quem foi que saiu de casa uma noite, aos berros, dizendo que iria se matar? Quem foi que pegou uma pilha de 12 pratos de sobremesa e jogou no chão? kakakakakak eu vi meu irmão sentar-se sobre você para segurar uma crise ...

Ela riu, pois, aposto que já tinha esquecido dessas cenas. Fácil falar da vida alheia, né?

- Pode parar, nêga, todos nós somos geniosos e todos nós somos temperamentais. Um átimo de segundo é o suficiente para tirar qualquer um do sério. Meu marido costuma dizer que sou do bem e de fácil convívio porque sou cordata e apaziguadora... Muito dificil eu ficar de mau humor ... Dá para acreditar nisso?

Em tempo: sempre fui a nervosinha e a encrenqueira da familia...

Ela mudou de assunto e teceu loas ao amor. Usou essa palavrinha desgastada e sem sentido como antídoto para todos os problemas.

Discordei de novo. Expliquei o que penso sobre essa palavrinha idiota e fui mais longe.

Disse para ela que tenho serias dificuldades para perdoar os que me magoam. Disse que fui julgada e condenada pelos familiares sem chance de defesa e que ninguém, mas ninguém me conhece e sabe quem sou. Disse que minha Mãe morreu sem saber a filha que criou embora tenha reconhecido perante outras pessoas que jamais me dera uma chance de me mostrar. Pela primeira vez eu disse o quanto tudo me magoou e como essa mágoa se reflete sobre mim até hoje:

Amor incondicional nem para o meu cachorro! A única gentil criatura que me tem sem barreiras é a Thelma Louise!

Ninguém chorou, ninguém levantou a voz e as emoções que rolaram foram muito bem recebidas e tratadas. Meu irmão ligou para meu marido que está em Goiânia e desejou feliz aniversário.

E por ai foram nossos temas. Falamos em irmandade, em peitos grandes e caídos; em mães e filhas; problemas e soluções... Jantarzinho em familia, gostoso e tranquilo, com muitas gargalhadas. Muita conversa leve e também coisas mais difíceis. Só nós três, de novo.

Meu irmão ficou do nosso lado mas dormiu sem parar. A oxigenação dele é muito ruim e ele apaga. Ela me disse que não viverá sem ele nem um dia. Falou diversas vezes na morte dele. Estará me preparando para isso? Eu não sei como reagirei à ausência dele. Quando eles se forem não terei mais familia para curtir...

Bjkª. Elza
sábado, 27 de setembro de 2008

PostHeaderIcon Minha avó dizia


que o melhor da festa é esperar por ela.


Essa máxima da Dona Lazinha se aplica para diversas situações.


Pois então ... esperei a festa e ela foi um horror.


Estou pensando em dar um fim nisso.


Já chorei, já recebi apoios vários e até fui paquerada, hoje, mas nada me consolou.


Sem bjkª. Elza
terça-feira, 23 de setembro de 2008

PostHeaderIcon Idas e vindas

Minha ida para BH foi uma peripécia.

A Maria me fez o favor de chegar atrasada, o que nunca acontece. Chegou tão tarde que me tirou a estabilidade. Imagine que eu deveria sair de casa às 9:45 para a rodoviária e a Maria chegou às 9:30h !!!!!!

Enquanto eu a esperava tratei de desmarcar minha passagem, solicitar vaga para o Baltazar no hotel, falar com minha amiga cachorreira para visitar a Thelma à noite e tourear o marido que ligava de 10 em 10 minutos!!!!!!!!!!!!!!!
No meio dessa faina, eu precisei cozinhar para o meu ilustre cachorro que não come ração!
Quando ela chegou, com os dois filhos, eu já desmarcara o taxi que os levaria até a casa dela, também!

Precisei desarmar todo o circo porque a bonitinha atrasou!

O pior é que eu não consegui passagem para o ônibus das 14 horas e me recusei a sair de São Paulo muito mais tarde para chegar em BH depois da meia noite.

Conclusão: telefonei para a Varig e lá fui eu de asa dura!

O fim de semana foi muito bom. Sem os bichos para cuidar e alimentar nós saímos no sábado pela manhã e só voltamos ao apartamento à noite, despreocupados e felizes. Comprei o presente do neto recém nascido de minha amiga Marli, assisti a um filme horroroso e comemos muito bem.

No domingo a coisa não foi tão fácil. Saimos de BH para Macacos, ali pertinho. Lugar lindo e maravilhoso, cheio de pousadas e restaurantes. Pitoresco e me pareceu Campos de Jordão logo no início, com ruas estreitas e muita vegetação.

Paramos num restaurante chamado Italiana. O marido queria comer a massa dominical e escolhemos fetuccini a bolognesa. Pedimos uma cerveja e bolinhos de bacalhau.

Tomamos a cerveja e comemos os bolinhos e continuamos a esperar pela comida. Um trio sentou-se na mesa ao lado, pediu a comida, comeu e foi embora e nós, continuamos a esperar.

Após uma hora e quarenta minutos de nossa chegada pedimos a conta e fomos embora, com fome! Quando estávamos pagando a conta a cozinha anunciou o nosso prato, mas não dava para comer. Nós estavamos digerindo a fome. Os sucos estomacais liberados pelo aperitivo e pela expectativa de comida enjoavam meu estômago ... Um fiasco!

Claro que reclamamos e claro que os paulistas soltaram o verbo, mas duvido que a coisa por lá mude. Faltou profissionalismo aos atendentes do restaurante, desde ao garçon horroroso, frio e com técnica primitiva até à gerente, muito simpatica e agradável mas que nada entende do dinamismo do serviço. O dono ... ah ... o dono ... apareceu para dar o troco da cerveja e ficou mais perdido do que cachorro que cai do caminhão de mudança.

Claro que fomos para outro lugar e comemos massa. Valeu!

O avião saiu no horário, sem um minuto de atraso, mas orbitei 20 minutos sobre São Paulo para pousar. Enfrentei fila de mais de 150m para tomar um taxi.

Meu coração estava apertado já que esperava meus companheiros de solidão na segunda feira.
Maria se fez surpresa e os trouxe para casa no domingo e quando cheguei as luzes estavam acesas e eles me esperando. Cada um a seu modo fez festa e demonstrou amor.
Nós três fizemos muita farra antes de dormir!

Desde ontem estou correndo com meu serviço, mas muito tranquila e feliz.

Bjkª. Elza