sexta-feira, 21 de março de 2008

PostHeaderIcon Sexta-feira




- Amanhã é dia 12? perguntou a mocinha, loura artificial.


- É sim, por que?


- Amanhã é meu aniversário. Estarei completanto 14 anos.


- Onde será o bolo?


- Ah, não tem bolo não. Nós não comemoramos aniversário, não.


- Uai! Não comemoram o Natal e não comemoram aniversário? Posso saber porque?


- Natal nós não comemoramos porque não é a verdadeira data de nascimento de Jesus...


- Ora, todos nós sabemos que não é a verdadeira data de nascimento de Jesus! Isso não é privilégio de vocês...


- Aniversário, também não, porque devemos comemorar todos os dias!


- Nós comemoramos todos os dias! Nós estamos juntos, passeamos, comemos, tomamos sorvete, falamos da vida e da morte. Isso é comemorar a vida!


- Não, não é!


- Quando vocês fazem festa e comemoram alguma coisa?


- No dia da morte de Jesus. Nós fazemos festa por que ele morreu para nos salvar!


Depois dessa, desisti de entender a religião dessa mocinha.

Bjkª. Elza

quarta-feira, 19 de março de 2008

PostHeaderIcon Claudemira ataca, de novo




Noutra noite, houve festa na casa de uma pessoa alegre e sempre muito arrumada. As vezes tem gosto duvidoso para se vestir, mas aceita conselhos e reparos. Adora sapatos, bolsas, bijuterias. Nunca se viu a perua sem esmalte nas unhas. Assume que é perua e que gosta de olhar vitrines para tirar idéias de como se enfeitar.

Conversavam sobre assuntos variados. Muita risada e pouca cerveja. Ninguém do grupo bebia e ninguém era religioso, também.
Claudemira, aquela crioula de peitos fartos, cabelos indomados, saias minúsculas, inteligência curta e muito metida estava entre os convidados e, sem mais nem menos, comenta que seria muito fácil limpar as paredes daquela casa:

- É fácil. Pegue Limpol neutro e passe com pano. Sai tudinho! A tinta é óleo e facilita a limpeza. Essa mancha deixada pela saída do quadro desaparece. Aqui na porta dá para tirar essas manchas de nicotina. Se fosse mais cedo eu mesmo fazia ... Na porta é a mesma coisa. Veja que a nicotina se acumula e até escorre ... O teto ... nesses lugares que não tem mancha é porque a nicotina não grudou, ainda.
Falava e apontava para a sujeira, já notória ao grupo e que ninguém comenta.

Ingenuidade dela ou se ele se sentiu dona da situação?
Ela continuou, sem perceber o silêncio constrangido que se formou:

- Você paga salário para sua empregada? Ela é uma porca pois jamais limpou essas paredes. Dê só uma olhada aqui! Esse lustre nunca viu um pano! O vidro da janela tá manchado e cheio de pó! Tem certeza que ela merece o salário que recebe?

Para piorar, a dona da casa retruca:

- Tá vendo esse plástico na parede, atrás da gaiola? Ela percebeu que o passarinho sujava a parede e teve a brilhante idéia de colocar o plástico para proteger, só que não o limpa!

Bjkª. Elza
domingo, 16 de março de 2008

PostHeaderIcon Aniversário

Hoje é meu aniversário e estou escolhendo o restaurante para comemorar. Aceito sugestões.
Bjkª. Elza
quarta-feira, 12 de março de 2008

PostHeaderIcon Garça


Era 1.947. Julho. Dia frio. Sem médico, sem maternidade, sem encubadora, sem pediatra, ela deu à luz um menino de menos de 45 cm e com apenas 1.200gr. Primeiro filho só sobreviveu porque a Mãe dela o enrolava em algodão e o mantinha aquecido com bolsas de água quente.

Trata-se de fato real e aconteceu em Garça, cidade do interior de São Paulo que hoje tem uns 30.000 habitantes.

Meu irmão nasceu lá por que meu Pai era delegado de polícia naquela cidade. Esse é o meu irmão mais velho, aquele que ficou doente e que está em casa, saudável e bem.

Era época da Shindo Remei contada pelo Fernando Moraes no livro de alguns anos atrás. O livro é chato e cita nomes e mais nomes e se perde da história principal. Narra com minúcias histórias paralelas ao tema central, mas para quem não conhece, vale a pena saber o que aconteceu com os japoneses do Brasil que não acreditavam que o Imperador se rendera.

Meus Pais moraram em Lucélia e em Garça nessa época. Contavam muitas histórias desses japoneses que lutavam pela glória da pátria distante e matavam todos os que aceitaram a derrota do Japão. Era época de perigo pelas ruas e muito violência entre os orientais onde a colônia era muito grande, como nos locais que citei.

Por falar em guerra, um filho de japoneses me disse para assistir RAN, filme do Kurosawa, que fala das perdas da guerra e mostra que ninguém vence. Fiquei curiosa. Gosto de indicações assim. Conversamos a respeito da Shindo Remei, também.

Estive em longas e interessantes conversas com esse filho de japoneses porque fui com ele para Garça, à serviço. Duas audiências em dias imediatos. Uma loucura de cansaço. Pudera! O corpo maltratado por causa do tombo!!!

Contei para meu irmão que eu iria para a terra dele. Perguntei se queria alguma coisa de lá e ele nem ligou. Ele não sente falta de raiz sob os pés como eu.

Chuva e estrada me trouxeram para casa ontem à noite. Inteira, porque eu conduzi o carro por mais de 4 horas. Ainda bem que trata-se da Castelo Branco. Tapete perfeito e muito bem sinalizada e nenhum acidente ou contatempo no caminho.

Quando cheguei, ontem, o Baltazar já descera do apartamento da madrinha e a minha empregada me devolvera Thelma Louise. Ambos fizeram festa e nos aconchegamos. Como é bom voltar para casa!

Levantei tarde e trabalhei como uma moura a tarde toda, hoje.

Vou dormir com ele que acabou de chegar de BH. A familia está reunida, de novo.

Bjkª. Elza Ah ... claro que existiam muitas garças por lá e a cidade tomou esse nome.

domingo, 9 de março de 2008

PostHeaderIcon Outro tombo




Andava eu pela calçada com o Baltazar na coleira a cheirar todos os buraquinhos de piso e molhando os postes, quando me vi estatelada no chão, de novo!


Bati o joelho esquerdo e o ralei na calça jeans que vestia, ralei o cotovelo direito no chão duro e irregular a ponto de sangrar. O meu pé esquerdo estalou.


Fiquei igualzinha a uma pamonha no chão, sem conseguir me mover. Baltazar sentou-se ao meu lado e ficou apreciando a humana dele espatifada e sem ação.

Um senhor veio me ajudar. Pequenino e com forte acento português na fala mansa, muito solicito, de pouca valia, pois, sou maior do que ele e, possívelemnte mais pesada.

Mesmo assim, o apoio moral foi grande e ele me levou até o posto de gasolina da esquina, de onde telefonei para meu marido vir nos buscar.

Esse agradável senhor, que pensei ser muito mais velho do que eu, me disse: - É ... na nossa idade temos que tomar muito cuidado!!! Na mesma hora ele perdeu o status de meu salvador kakakakak

Claro que estou de molho com gelo no pé, gelo no cotovelo e mais gelo no joelho... Já tomei um comprimido para dor e agora, esperar que tudo cicratize.

Algumas lágrimas de desapontamento misturadas com as de tristeza porque ele despencaria para BH, de novo, como já o fez...

Na hora em que caí estava pensando no post do dia internacional da mulher e nas coisas que deixei de dizer. Ao mesmo tempo, tanta gente falando sobre o mesmo tema, eu acabaria por repetir alguém ...

Estou aqui, mais uma vez na retaguarda, o que muito me incomoda.


Bjkª. Elza
sexta-feira, 7 de março de 2008

PostHeaderIcon Dia internacional da Mulher


O simples fato de a mulher ter recebido um dia internacional só para si pode ser considerado avanço na luta pela valorização?

Sinceramente, não penso assim, pois, desde que esse dia foi instituiído, as mulheres do oriente médio não deixaram a burca e as meninas chinesas continuam a ser vendidas como escravas; as adolescentes africanas ainda tem extirpados os clitoris e por aí afora.

No entanto, sou ocidental. Nunca vi uma burca ao vivo e a cores; não fui vendida como escrava e tenho todos os meus apetrechos femininos e por isso engrosso a corrente pela valorização da mulher e em especial, a brasileira.

Acredito que somos produto do nosso meio e nossa origem não é das mais edificantes. Quem veio povoar essa terra de ninguém? Prostitutas e degredados. Gente sem moral, sem educação, sem limites, sem escrúpulos. Gente que veio para cá para não morrer nas prisões de Portugal. Gente que não tinha a menor formação moral, religiosa ou política. Analfabetos, mortos de fome, sujos e corruptos foram os primeiros habitantes dessa terra.

Esse povo, ao se deparar com os nativos nús e ingenuos, com ele se miscigenou.

Mais tarde, esse povo miscigenado acabou por misturar-se a outro povo nú e ignorante que veio para cá como se não fosse humano pelo fato de ser negro. O que temos? Essa panela de pressão formada por povo pardo que não aceita sua negritude; um povo parvo porque não tem origem ou não sabe de onde veio, habitando esse imenso país chamado Brasil.

Numa conversa com uma jovem amiga, surpreendi-me com uma colocação belíssima: nosso povo tem origem em povos que andavam nus e por isso a exposição do corpo para nós é natural. Povos que ouvem batuques e que rebolam sem inibição.

Pouca roupa, grandes decotes, exposição dos íntimos são apenas demonstração da desinibição e da ingenuidade, da ignorância e ausência de pudor de nosso povo. Talvez as pessoas que se exibem com tanta naturalidade não tenham sequer a idéia do quanto fazem mal a si e do quanto prejudicam outras, mais recatadas. Estou no terreno das hipóteses, apenas.
Observação: Os homens também se expõem. Tambpém ousam, mas a midia prefere as mulheres. O poder do dinheiro ainda veste calças e eles se deliciam com a nudez.

Gostaria de ter resposta para essas perguntas que me atormentam: por que as mulheres se desvaorizam tanto? Por que se expõem? Por que rebolam e requebram e atraem os machos lúbricos com tanta veemência? Por que ensinam suas filhas a rebolarem e requebrarem esde pequenas? Por que expõem os corpos, nem sempre bonitos e harmoniosos com tanta facilidade? Por que tem tantos filhos indesejados?

Acredito que muitas respostas estejam exatamente na nossa origem: prostitutas e degredados que se misturaram a povos nus e ignorantes. Ignorância gera ignorância. Povo ignorante, analfabeto e não politizado não exige, não cobra. Aceita a corrução como coisa da vida. Aceita a invasão do bem comum porque também é invasor e nem sabe disso.

Nós, mulheres ocidentais, com consciência, temos obrigação de instruir e orientar jovens que conosco convivam, desde as filhas, sobrinhas e amigas delas, como empregadas de todas as espécies. Compete a nós, que conseguimos sair o paternalismo e do tacão do sapato do marido, para obter crescimento pessoal e respeito próprio, o incentivo à valorização da mulher.

Devemos mirar os exemplos das mulheres que se destacaram nessa vida sem exposição da pele do corpo, sem rebolar, sem usar da sexualidade como apelo para ser reconhecidas. Estou falando de Lygia Fagundes Telles, Cora Coralina, Dorina Nowill, Rachel de Queiroz e tantas outras que nos honraram por terem sido brasileiras. Mulheres anônimas que deram seus bens e seu tempo para acompanharem combatentes nos campos de batalha, como Dª Elisa de Arruda Botelho; outras, que lutaram por ideais como Anita Garibaldi e tantas que me escapam.

Podemos falar também nas batalhadoras sem nome que dirigem taxis, ascendem elevadores, tocam teares, lubrificam veículos e por aí afora...

É tão possível ser mulher digna que basta pegar qualquer livreto e plano de saúde e verificar a quantidade de médicas que temos nos dias de hoje. Praticamente a totalidade dos professores é do sexo feminino e no judiciário, também as saias e os sapatos altos tem se destacado e muitas tornam-se presidentes dos Tribunais, com louvor.

Claro que existem degraus imensos para nós subirmos e sermos tratadas como seres de primeira linha, mas, não será com batuque e rebolado que vamos conseguir respeito e salários dignos.


Deixei de postar o selinho da blogagem coletiva devido minha crassa e conhecida igorância.

Bjkª. Elza O OUTRO BLOG DO BEAGLE ADERIU À POSTAGEM COLETIVA.
quinta-feira, 6 de março de 2008

PostHeaderIcon Redução de estomago







Conheço quem já operou o estômago. Com ele reduzido emagreceu quase 50 quilos. Ficou elegante.


Deixou o vício de comer.


Assumiu o vício de comprar tudo o que lhe passa pela frente.


Em outras palavras, continua compulsivo.


Será que valeu?




Bjkª. Elza