sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Cachorro louco
O povo de São Paulo chama de cachorro louco aos motoboys que circulam em altas velocidades, no meio dos carros, sem respeitar faixas que separam as pistas, faixas de pedestres, faróis, sinalização e tudo, enfim.
Esses motoboys ganham por hora e, contratados, o mínimo que se paga são R$ 20,00 que equivaleria a duas horas de serviço. Noutro dia contratei um deles que, recebeu os R$ 20,00 e trabalhou 25 minutos!!!!!!!!!!!
O serviço deles é útil, necessário e eles se tornaram uma categoria profissional. As condições de trabalho são massacrantes e exigem muito deles; daí transitarem feito loucos, colocando em risco a integridade física de todos os que se aproximam.
Meu carro já foi abalroado, de propósito, porque eu parei no lugar que o cachorro loucio queria ficar. Vingou-se e tratou de quebrar o espelho lateral.
Claro que nem todos são bandidos, mas todos são doidos em cima de suas motos.
O prefeito de São Paulo decidiu proibir a circulação de moto boys por algumas avenidas da cidade e está a exigir acessórios de segurança. É óbvio que está buscando controlar a manutenção das motos com vistorias nos departamentos de trânsito e diminuir o número de acidentes diários.
Eles não querem o controle. Não querem a proibição de circular por entre os carros e caminhões e ônibus a 90 km por hora nas marginais e outras avenidas importantes. Eles não querem as caçambas no lugar das mochilas e fitas reflexivas nos capacetes. Não querem as vistorias para lacração dos veículos. Claro, clandestinidade é muito mais rendosa!
Para demonstrar que não estão para brincadeira, eles se vingaram e pararam a cidade. Mais de 500 deles, segundo a PM, lotaram todas as grandes avenidas da cidade num protesto. Foram até a Prefeitura e posaram para as fotos publicadas no UOL.
Sempre me bato nessa tecla: há inversão de valores e a coisa está piorando dia a dia. Onde vamos parar?
Bjkª. Elza
Esses motoboys ganham por hora e, contratados, o mínimo que se paga são R$ 20,00 que equivaleria a duas horas de serviço. Noutro dia contratei um deles que, recebeu os R$ 20,00 e trabalhou 25 minutos!!!!!!!!!!!
O serviço deles é útil, necessário e eles se tornaram uma categoria profissional. As condições de trabalho são massacrantes e exigem muito deles; daí transitarem feito loucos, colocando em risco a integridade física de todos os que se aproximam.
Meu carro já foi abalroado, de propósito, porque eu parei no lugar que o cachorro loucio queria ficar. Vingou-se e tratou de quebrar o espelho lateral.
Claro que nem todos são bandidos, mas todos são doidos em cima de suas motos.
O prefeito de São Paulo decidiu proibir a circulação de moto boys por algumas avenidas da cidade e está a exigir acessórios de segurança. É óbvio que está buscando controlar a manutenção das motos com vistorias nos departamentos de trânsito e diminuir o número de acidentes diários.
Eles não querem o controle. Não querem a proibição de circular por entre os carros e caminhões e ônibus a 90 km por hora nas marginais e outras avenidas importantes. Eles não querem as caçambas no lugar das mochilas e fitas reflexivas nos capacetes. Não querem as vistorias para lacração dos veículos. Claro, clandestinidade é muito mais rendosa!
Para demonstrar que não estão para brincadeira, eles se vingaram e pararam a cidade. Mais de 500 deles, segundo a PM, lotaram todas as grandes avenidas da cidade num protesto. Foram até a Prefeitura e posaram para as fotos publicadas no UOL.
Protesto organizado nas zonas norte, sul e oeste pois, foram acompanhados por batedores da PM e não puderam cercear a liberdade de ir e vir dos demais cidadãos.
Como não poderia deixar de ser, houve protesto na zona leste e lá, um número imenso de cachorros loucos, sem batedores, parou a avenida mais importante da região e lá ficaram, parados, com gritos de ordem e um buzinhaço tremendo.
Aqui em São Paulo é assim: baderna generalizada. Perueiro ilegal quer mostrar força paraliza a Rua Maria Paula, na frente da Câmara dos Vereadores; marreteiro quer continuar a vender contrabando no meio da rua faz protesto contra a polícia e paraliza a Rua 25 de março; motoristas e cobradores de ônibus fazem greve e estacionam os veículos sobre as pontes e impedem a passagem de todos os que não estão envolvidos no problema; funcionários do metrô resolvem protestar e abrem as catracas para o povo ...Sempre me bato nessa tecla: há inversão de valores e a coisa está piorando dia a dia. Onde vamos parar?
Bjkª. Elza
domingo, 13 de janeiro de 2008
Brigite Bardot
A linda e temperamental dash, ou, simplesmente, salsichinha, da minha amiga cachorreira está parindo. São 4 ou 5 cachorrinhos naquela barrigona enorme e barulhenta!
Recuso-me a assistir. Minhas reservas são imensas. Quero ver os pequeninos mas não o ato de nascer.
Depois eu posto as fotos.
Bjkª. Elza
Recuso-me a assistir. Minhas reservas são imensas. Quero ver os pequeninos mas não o ato de nascer.
Depois eu posto as fotos.
Bjkª. Elza
sábado, 12 de janeiro de 2008
Assalto
Meu vizinho de porta é sócio de uma cadeia de restaurantes. Esforçado e trabalhador pegou o caminhão da empresa, com motorista e foi às compras. Passou pelos fornecedores e depois, no banco. Sacou R$ 10.000,00 e veio para casa. Quando o caminhão parou na porta do prédio para ele descer houve a apresentação de armas pelos motoqueiros que os seguiram.
Mais do que depressa, ele conseguiu jogar a mochila recheada de dinheiro e com os documentos pessoais, leptop e por aí afora, por cima da grade do prédio e correu.
Os motoristas do ponto de taxi viram tudo e não tiveram a esperteza de anotar as placas das motos e nem de chamar a polícia.
O vigia do prédio da esquina, viu tudo e acionou a polícia pelo rádio, enquanto meu vizinho se escondia na garagem e o motirista continuava rendido pelos ladrões.
O porteiro do prédio onde moramos estava na folga para almoço e quem cuidava dos portões era o faxineiro que, quando viu a mochila no chão do prédio, mais do que depressa, a jogou para o lado de fora e escondeu-se na guarita.
Disse, ao ser questionado: Fiquei com medo de bala perdida.
Se fosse mais inteligente não era faxineiro, certo?
Bjkª da Elza
Mais do que depressa, ele conseguiu jogar a mochila recheada de dinheiro e com os documentos pessoais, leptop e por aí afora, por cima da grade do prédio e correu.
Os motoristas do ponto de taxi viram tudo e não tiveram a esperteza de anotar as placas das motos e nem de chamar a polícia.
O vigia do prédio da esquina, viu tudo e acionou a polícia pelo rádio, enquanto meu vizinho se escondia na garagem e o motirista continuava rendido pelos ladrões.
O porteiro do prédio onde moramos estava na folga para almoço e quem cuidava dos portões era o faxineiro que, quando viu a mochila no chão do prédio, mais do que depressa, a jogou para o lado de fora e escondeu-se na guarita.
Disse, ao ser questionado: Fiquei com medo de bala perdida.
Se fosse mais inteligente não era faxineiro, certo?
Bjkª da Elza
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Intuição
Noutro dia minha intuição me dizia para não perder meu tempo e que o tal emprego não daria certo. Fiquei sem saber como proceder e escrevi e.mail para o caro colega desistindo de trabalhar com ele, mas minha educação não permitiu esse procedimento. Aprendi de outra forma e me dispus a ir ao escritório dele e conversar.
Ademais, nem tentar me pareceu covardia e preconceito.
Na segunda feira, primeiro dia útil do ano, fui e só me aborreci.
O caro colega sofre de alguma doença que transformou-lhe o ego num monstro. Ele é capaz de ficar horas e horas falando sobre si mesmo; sobre seus feitos e a respeito dos seus clientes a ponto de me causar náusea seu tom de voz.
Ele criou uma pirâmide e está encarapitado lá em cima, sozinho e sem comunicação com o mundo. Colega não é colega, é subordinado, de algemas e sem personalidade. Tem deveres e não tem vontades. Até limitações no vestuário ele impõe.
Depois de quase duas horas discursando e se enaltecendo para mim e para o jovem que deveria ser o meu assistente, ele teve reação nervosa e demonstrou como seria nosso relacionamento.
Num átimo, antes de eu perder minha santa e restrita paciência, mostrar meu temperamento forte e minha capacidade de ser grosseira, anunciei que não ficaria com ele.
Ele não quis explicações. Recusou-se a ouvir. Foi grosseiro mais uma vez e eu me senti aliviada pela decisão que tomei, de impulso, mas baseada em fatos.
Para completar, assim que anunciei que não ficaria, ele me diz que eu o deixei em péssima situação pois, haveria audiência no dia imediato em Ribeirão Preto e que ele não poderia ir.
Mentira dele, pois, ele só soubera daquela audiência no minuto que anunciei que não ficaria pois, sua agenda estava desatualizada. Mesmo assim, para fazer bonito e ganhar um extra eu me comprometi com ele e viajei naquele final de tarde. Dormi em Ribeirão, fiz a audiência e voltei, hoje, para Sampa.
Estou muito cansada, sem dúvida. Nem liguei para ele para não lhe ouvir a voz!!! Amanhã irei entregar a pasta, o relatório da audiência e o de despesas. Também cobrarei pelos meus serviços, é claro.
Espero ter deixado a porta berta para serviços free, o que me interessa muito mais do que o compromisso e as algemas. Eu tenho mais tempo de carreira que ele. Ele tem arcabouço teórico invejável e é hábil, mas muito doente, também.
Ah ... eu soube, pela representante da empresa, que conheci lá em Ribeirão Preto, é de São Paulo e quem o informou da audiência enquanto eu me preparava para sair daquele lugar, que sou a 4ª advogada que não fica no escritório desse moço DESDE AGOSTO DE 2007.
Bjkª da Elza
Ademais, nem tentar me pareceu covardia e preconceito.
Na segunda feira, primeiro dia útil do ano, fui e só me aborreci.
O caro colega sofre de alguma doença que transformou-lhe o ego num monstro. Ele é capaz de ficar horas e horas falando sobre si mesmo; sobre seus feitos e a respeito dos seus clientes a ponto de me causar náusea seu tom de voz.
Ele criou uma pirâmide e está encarapitado lá em cima, sozinho e sem comunicação com o mundo. Colega não é colega, é subordinado, de algemas e sem personalidade. Tem deveres e não tem vontades. Até limitações no vestuário ele impõe.
Depois de quase duas horas discursando e se enaltecendo para mim e para o jovem que deveria ser o meu assistente, ele teve reação nervosa e demonstrou como seria nosso relacionamento.
Num átimo, antes de eu perder minha santa e restrita paciência, mostrar meu temperamento forte e minha capacidade de ser grosseira, anunciei que não ficaria com ele.
Ele não quis explicações. Recusou-se a ouvir. Foi grosseiro mais uma vez e eu me senti aliviada pela decisão que tomei, de impulso, mas baseada em fatos.
Para completar, assim que anunciei que não ficaria, ele me diz que eu o deixei em péssima situação pois, haveria audiência no dia imediato em Ribeirão Preto e que ele não poderia ir.
Mentira dele, pois, ele só soubera daquela audiência no minuto que anunciei que não ficaria pois, sua agenda estava desatualizada. Mesmo assim, para fazer bonito e ganhar um extra eu me comprometi com ele e viajei naquele final de tarde. Dormi em Ribeirão, fiz a audiência e voltei, hoje, para Sampa.
Estou muito cansada, sem dúvida. Nem liguei para ele para não lhe ouvir a voz!!! Amanhã irei entregar a pasta, o relatório da audiência e o de despesas. Também cobrarei pelos meus serviços, é claro.
Espero ter deixado a porta berta para serviços free, o que me interessa muito mais do que o compromisso e as algemas. Eu tenho mais tempo de carreira que ele. Ele tem arcabouço teórico invejável e é hábil, mas muito doente, também.
Ah ... eu soube, pela representante da empresa, que conheci lá em Ribeirão Preto, é de São Paulo e quem o informou da audiência enquanto eu me preparava para sair daquele lugar, que sou a 4ª advogada que não fica no escritório desse moço DESDE AGOSTO DE 2007.
Bjkª da Elza
sábado, 5 de janeiro de 2008
Outro presente de Natal
Estava eu me aprontando para a ceia de Natal quando recebi a seguinte mensagem, pelo celular:
" Pedi ao Papai Noel uma familia em São Paulo. Se um velhinho
tentar te empacotar, relaxa e por favor, colabora! Feliz Natal e obrigada por esse 2007." Mariela
Tratando-se de pessoinha muito querida e que faz tempo deixou de ser figura apenas virtual, antes de publicar a deliciosa mensagem dessa mineira, pedi licença para ela, pois, estou expondo o sentimento dela. Tenho muita honra de ser a familia dela em São Paulo.
Essa mensagem me deixou mais do que sensibilizada porque, luto para reorganizar minha familia de sangue e para juntar os cacos que sobraram. Existe uma diferença entre meus irmãos e meu marido e ninguém quer ceder.
Meus propósitos de 2006 só puderam dar pequenos frutos em 2007. No dia 24 visitei os dois irmãos e acalmei meu coração. Todavia, ainda estou sofrida. Quero mais do que isso. Quero familia se comunicando, se entendendo, se falando. Quero harmonia, solidariedade. Quero de volta o que já tive, ora! Estou pedindo muito?
Preciso de uma data conveniente para reunir o grupo. Um está na praia e quando ele voltar, o outro estará em Porto Alegre. Quando este voltar ... veremos!
Aprendi com miinha amiga Marli a pedir para o meu anjo da guarda interceder junto ao anjo da guarda do meu marido para ele ceder um pouquinho que seja. Pedi ao meu anjo da guarda que fosse até o anjo da guarda do meu irmão mais novo com a mesma missão. Meu irmão mais velho já conseguiu romper a barreira com o meu marido e aos poucos, sem pressa, eles tem trocado algumas palavras, ao telefone.
O cardápio do almoço de confraternização está definido. As mulheres vão para a cozinha e os homens ficam conversando. Tenho o roteiro já traçado e ainda vou conseguir reunir todos em volta da mesma mesa! Somos tão poucos para ter desavenças tão mesquinhas e idiotas.
Um ofendeu o outro? Pois briguem, discutam e limpem a área. Desculpem um ao outro. Ninguém é perfeito! Vamos viver juntos e fim de papo. Penso assim e quero que essa paz se instale.
Tenho minha linda e alegre familia virtual.
Tenho minha familia composta dos amigos que a vida me presenteou.
Quero minha familia de sangue , ora!
Bjkª de Feliz Ano Novo para todos.
Elza
" Pedi ao Papai Noel uma familia em São Paulo. Se um velhinho
tentar te empacotar, relaxa e por favor, colabora! Feliz Natal e obrigada por esse 2007." Mariela
Tratando-se de pessoinha muito querida e que faz tempo deixou de ser figura apenas virtual, antes de publicar a deliciosa mensagem dessa mineira, pedi licença para ela, pois, estou expondo o sentimento dela. Tenho muita honra de ser a familia dela em São Paulo.
Essa mensagem me deixou mais do que sensibilizada porque, luto para reorganizar minha familia de sangue e para juntar os cacos que sobraram. Existe uma diferença entre meus irmãos e meu marido e ninguém quer ceder.
Meus propósitos de 2006 só puderam dar pequenos frutos em 2007. No dia 24 visitei os dois irmãos e acalmei meu coração. Todavia, ainda estou sofrida. Quero mais do que isso. Quero familia se comunicando, se entendendo, se falando. Quero harmonia, solidariedade. Quero de volta o que já tive, ora! Estou pedindo muito?
Preciso de uma data conveniente para reunir o grupo. Um está na praia e quando ele voltar, o outro estará em Porto Alegre. Quando este voltar ... veremos!
Aprendi com miinha amiga Marli a pedir para o meu anjo da guarda interceder junto ao anjo da guarda do meu marido para ele ceder um pouquinho que seja. Pedi ao meu anjo da guarda que fosse até o anjo da guarda do meu irmão mais novo com a mesma missão. Meu irmão mais velho já conseguiu romper a barreira com o meu marido e aos poucos, sem pressa, eles tem trocado algumas palavras, ao telefone.
O cardápio do almoço de confraternização está definido. As mulheres vão para a cozinha e os homens ficam conversando. Tenho o roteiro já traçado e ainda vou conseguir reunir todos em volta da mesma mesa! Somos tão poucos para ter desavenças tão mesquinhas e idiotas.
Um ofendeu o outro? Pois briguem, discutam e limpem a área. Desculpem um ao outro. Ninguém é perfeito! Vamos viver juntos e fim de papo. Penso assim e quero que essa paz se instale.
Tenho minha linda e alegre familia virtual.
Tenho minha familia composta dos amigos que a vida me presenteou.
Quero minha familia de sangue , ora!
Bjkª de Feliz Ano Novo para todos.
Elza
domingo, 30 de dezembro de 2007
Vivendo e aprendendo
Certa noite a médica de plantão recebe menino desacordado para tratar. Contou o pai, bombeiro, que o garoto caira de altura de uns 6 metros.
A roupa dele não apresentava nenhum sinal de ter sido raspado em qualquer local. Ele não tinha escoriações, hematomas e ferimentos na pele. Ao mover o jovem e lhe aplicar testes específicos, ele reclamou de dor e exalou cheiro de álcool.
Antes de perder os sentidos, de novo, falou com a médica e confessou que bebera pinga.
Ela questionou o pai do menino a respeito de drogas e de bebidas e ele, mais do que depressa, disse:
- Olha lá, Drª. Cuidado com as acusações por que eu sou Policial Militar e posso ficar bravo!!! Na minha casa não tem alcool e nem droga, não senhora. Nós somos evangélicos. O menino caiu da laje.
- Pai, estou perguntando. Sinta o cheiro de álcool na pele dele.
- Tá cheirando a álcool porque vocês passaram nele.
O problema está criado.
O menino entra em coma e necessita ser transferido para uma UTI. Para solicitar vaga a médica precisa passar fax com o possível diagnóstico e contar que talvez ele não tenha caído da laje e, sim, que há suspeita de uso de drogas e álcool.
Todavia, ela tem medo de constar do seu relatório as drogas e bebida pois, o pai nega o consumo e não existem exames laboratoriais para garanti-la.
Troca idéias com a outra médica plantonista e ouve:
- Quer saber ... eu quero ser feliz e não ter rugas de preocupação no rosto. O pai disse que ele caiu, então ele caiu. Vamos remove-lo para UTI e fim de problema. O povo lá da UTI que se vire.
Essa conselheira elabora relatório, transmite por fax para o outro hospital e o menino é transferido.
No dia imediato, a médica responsável pelo atendimento liga para a UTI para saber do menino e lhe é informado que finda a ressaca ela fora liberado, tendo saido do hospital andando por seus próprios pés. Todavia, esse hospital não abrirá mais vagas para aquele pronto socorro pois, nem elaborar relatório decente os médicos de lá sabiam. Haveria denuncia ao CRM por conta do ocorrido e os médicos seriam investigados.
Conduta correta que deveria ter sido adotada: A médica deveria ter determinado a lavratura de boletim de ocorrência e chamado o Conselho Tutelar. Deveria ter colhido amostras de sangue para exames laboratoriais e elaborado relatório circunstanciado, com todos os detalhes do ocorrido e dos motivos da suspeita de uso de álcool e drogas.
Deveria ter agido como médica e honrado seu avental branco e sua inscrição no CRM.
Contei tudo isso para dizer que é preciso coragem para exercer qualquer atividade profissional com dignidade.
Antes que alguém me pergunte: O FATO É REAL.
Bjkª. Elza
A roupa dele não apresentava nenhum sinal de ter sido raspado em qualquer local. Ele não tinha escoriações, hematomas e ferimentos na pele. Ao mover o jovem e lhe aplicar testes específicos, ele reclamou de dor e exalou cheiro de álcool.
Antes de perder os sentidos, de novo, falou com a médica e confessou que bebera pinga.
Ela questionou o pai do menino a respeito de drogas e de bebidas e ele, mais do que depressa, disse:
- Olha lá, Drª. Cuidado com as acusações por que eu sou Policial Militar e posso ficar bravo!!! Na minha casa não tem alcool e nem droga, não senhora. Nós somos evangélicos. O menino caiu da laje.
- Pai, estou perguntando. Sinta o cheiro de álcool na pele dele.
- Tá cheirando a álcool porque vocês passaram nele.
O problema está criado.
O menino entra em coma e necessita ser transferido para uma UTI. Para solicitar vaga a médica precisa passar fax com o possível diagnóstico e contar que talvez ele não tenha caído da laje e, sim, que há suspeita de uso de drogas e álcool.
Todavia, ela tem medo de constar do seu relatório as drogas e bebida pois, o pai nega o consumo e não existem exames laboratoriais para garanti-la.
Troca idéias com a outra médica plantonista e ouve:
- Quer saber ... eu quero ser feliz e não ter rugas de preocupação no rosto. O pai disse que ele caiu, então ele caiu. Vamos remove-lo para UTI e fim de problema. O povo lá da UTI que se vire.
Essa conselheira elabora relatório, transmite por fax para o outro hospital e o menino é transferido.
No dia imediato, a médica responsável pelo atendimento liga para a UTI para saber do menino e lhe é informado que finda a ressaca ela fora liberado, tendo saido do hospital andando por seus próprios pés. Todavia, esse hospital não abrirá mais vagas para aquele pronto socorro pois, nem elaborar relatório decente os médicos de lá sabiam. Haveria denuncia ao CRM por conta do ocorrido e os médicos seriam investigados.
Conduta correta que deveria ter sido adotada: A médica deveria ter determinado a lavratura de boletim de ocorrência e chamado o Conselho Tutelar. Deveria ter colhido amostras de sangue para exames laboratoriais e elaborado relatório circunstanciado, com todos os detalhes do ocorrido e dos motivos da suspeita de uso de álcool e drogas.
Deveria ter agido como médica e honrado seu avental branco e sua inscrição no CRM.
Contei tudo isso para dizer que é preciso coragem para exercer qualquer atividade profissional com dignidade.
Antes que alguém me pergunte: O FATO É REAL.
Bjkª. Elza
domingo, 23 de dezembro de 2007
Dúvidas
A vida inteira eu fui dona de mim. Não tive patrão. Decidi por mim as coisas que me eram interessantes. Fui e voltei quando quis e porquê quis, sem mais nem por.
A vida nos impõe escolhas e eu as fiz.Não me arrependo, mas se pudesse, agiria de outra forma para obter os mesmos resultados.
Hoje estou em casa, com pouco serviço, pouco dinheiro e toda a liberdade do mundo.
Questiono se vale a pena ter patrão nessas alturas do campeonato. Alguém mais novo que eu e que ainda quer crescer e ampliar as atividades. Quer me passar parte dessa responsabilidade e talvez, num futuro, me tornar associada...
Ele me disse que é portador de doença gravíssima e que precisa de medicação pesada. Qual doença? Nem imagino. Já pensou??? Esse moço precisa de hospitalização e toda a responsabilidade nas minhas costas por salário inferior àquele que eu gostaria de receber?
Vale a pena deixar minha comodidade, meus bichos, minha vidinha arrumada em torno das idas e vindas do meu marido para me dedicar a processos alheios, por salário inferior ao que eu acho que mereço?
Nunca tive quem me impusesse horário ou me corrigisse os escritos ...
Por outro lado, ao final do mês aquela quantia certa pingará na minha conta bancária e não terei dúvidas de poder pagar o plano de saúde...
Estou num dilema, pois não?
Bjkª. Elza
A vida nos impõe escolhas e eu as fiz.Não me arrependo, mas se pudesse, agiria de outra forma para obter os mesmos resultados.
Hoje estou em casa, com pouco serviço, pouco dinheiro e toda a liberdade do mundo.
Questiono se vale a pena ter patrão nessas alturas do campeonato. Alguém mais novo que eu e que ainda quer crescer e ampliar as atividades. Quer me passar parte dessa responsabilidade e talvez, num futuro, me tornar associada...
Ele me disse que é portador de doença gravíssima e que precisa de medicação pesada. Qual doença? Nem imagino. Já pensou??? Esse moço precisa de hospitalização e toda a responsabilidade nas minhas costas por salário inferior àquele que eu gostaria de receber?
Vale a pena deixar minha comodidade, meus bichos, minha vidinha arrumada em torno das idas e vindas do meu marido para me dedicar a processos alheios, por salário inferior ao que eu acho que mereço?
Nunca tive quem me impusesse horário ou me corrigisse os escritos ...
Por outro lado, ao final do mês aquela quantia certa pingará na minha conta bancária e não terei dúvidas de poder pagar o plano de saúde...
Estou num dilema, pois não?
Bjkª. Elza
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