terça-feira, 6 de novembro de 2007
Vamos falar sério, agora.
Chega de brincadeiras, de pensamentos avoados e de coisas desconexas.
Falemos de relações familiares.
Família é a célula mater da nossa sociedade e devemos prezá-la, curti-la, mantê-la unida. Quem não tem família sabe do que estou falando e aqueles que tem a sua grande e alegre, também.
Pois então, nessa época do ano começam os festejos e as reuniões familiares para organização da ceia de Natal e coisas assim...
Uma droga para alguns, como eu, que não tem familiares por perto. Um horror quando me lembro que não eram necessárias arrumações e divisão de tarefas para o Natal.
A ceia era em casa, ou seja, na casa de meu Pai. Reuniam-se os filhos dele, os irmãos dele, as tias dele, amigos dos filhos numa sucessão de gentes e de conversas sem compromisso. Ouvia-se música, bebia-se do bom o do melhor e o tender, magnífico, assado por minha Mãe desaparecia da mesa.
Até os cachorros participavam da festança. Latiam e reclamavam do barulho, é claro.
No dia seguinte havia sempre alguém para compartilhar os ossos e comentar a festa da noite anterior.
Meu Pai era o mestre de cerimônias. Era o agregador da família. Ele telefonava para os familiares dele e de minha Mãe. Todos moravam no interior quando eu era menina e, aos poucos, vieram para São Paulo.
Meu Pai despediu-se de nós em 1995 e de lá para cá, para mim, as festas acabaram. Minha Mãe não conseguiu segurar a família. As diferenças se tornaram mais importantes e todos se dispersaram. Nunca mais tive Natal. Ela se despediu de nós em 2005 e aí a coisa piorou de vez. Perdi todas as minhas referências familiares.
Tenho tido péssimas ceias, com muita tensão, muita gente estranha e sem compromisso, sem qualquer sentimento cristão, mas, sempre enfrentei por falta de opção.
Acredito e espero que nesse ano a coisa mude. Uma criança está fazendo a diferença. Uma criança de quase 5 anos talvez opere o milagre de me restituir um precioso bem chamado família. Um menino que jamais demonstrou qualquer interesse pela minha pessoa e até me rejeitou está me procurando e me estendeu a mão para brincarmos juntos. Trata-se do netinho do maridão.
Bjkª. Elza
Falemos de relações familiares.
Família é a célula mater da nossa sociedade e devemos prezá-la, curti-la, mantê-la unida. Quem não tem família sabe do que estou falando e aqueles que tem a sua grande e alegre, também.
Pois então, nessa época do ano começam os festejos e as reuniões familiares para organização da ceia de Natal e coisas assim...
Uma droga para alguns, como eu, que não tem familiares por perto. Um horror quando me lembro que não eram necessárias arrumações e divisão de tarefas para o Natal.
A ceia era em casa, ou seja, na casa de meu Pai. Reuniam-se os filhos dele, os irmãos dele, as tias dele, amigos dos filhos numa sucessão de gentes e de conversas sem compromisso. Ouvia-se música, bebia-se do bom o do melhor e o tender, magnífico, assado por minha Mãe desaparecia da mesa.
Até os cachorros participavam da festança. Latiam e reclamavam do barulho, é claro.
No dia seguinte havia sempre alguém para compartilhar os ossos e comentar a festa da noite anterior.
Meu Pai era o mestre de cerimônias. Era o agregador da família. Ele telefonava para os familiares dele e de minha Mãe. Todos moravam no interior quando eu era menina e, aos poucos, vieram para São Paulo.
Meu Pai despediu-se de nós em 1995 e de lá para cá, para mim, as festas acabaram. Minha Mãe não conseguiu segurar a família. As diferenças se tornaram mais importantes e todos se dispersaram. Nunca mais tive Natal. Ela se despediu de nós em 2005 e aí a coisa piorou de vez. Perdi todas as minhas referências familiares.
Tenho tido péssimas ceias, com muita tensão, muita gente estranha e sem compromisso, sem qualquer sentimento cristão, mas, sempre enfrentei por falta de opção.
Acredito e espero que nesse ano a coisa mude. Uma criança está fazendo a diferença. Uma criança de quase 5 anos talvez opere o milagre de me restituir um precioso bem chamado família. Um menino que jamais demonstrou qualquer interesse pela minha pessoa e até me rejeitou está me procurando e me estendeu a mão para brincarmos juntos. Trata-se do netinho do maridão.
Bjkª. Elza
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
A fila anda
O dinamismo da vida me encanta.
Hoje temos uma situação e amanhã, por qualquer evento ela muda e se transforma.
Muitas vezes uma coisa boa se transforma num horror em questão de minutos. A contrapartida também existe, é claro.
As surpresas acontecem e devemos estar preparados para as mudanças que elas nos obrigam, assim, do nada.
Estou falando sobre coisas que acontecem de fato. Falo sobre aquela espinha que aparece no rosto da noiva no dia do casamento; do pneu que fura quando estamos prontinhos para sair para a festa do ano; a queda no meio da rua que estraga a roupa produzida com cuidado para a entrevista de emprego...
Falo, também das substituições dos mais velhos pelos mais novos. Dos espaços que passam a ser disputados e depois perdidos para os menos experientes; das expressões que envelhecem e deixam de ser usadas e acabam substituídas spor outras; dos bens materiais que se tornam obsoletos...
Ouvi essa expressão " a fila anda " numa situação engraçada e não lhe dei atenção, mas, aos poucos ela foi penetrando no meu subconsciente e se instalou. Aos poucos comecei a entender a profundidade dessa simples expressão que mais parece modismo ou vicio de linguagem.
Repare no dinamismo das situações, dos amores, dos envolvimentos profissionais, do trânsito, das culturas no campo e por aí afora. Repare que as relações por mais efêmeras que possam ser são dinâmicas.
Por isso " a fila anda ", ou seja, as coisas se modificam, se transmutam, se alteram e me encantam.
O meu tempo é esse que estou vivendo agora já que, participo dos movimentos, busco informações, sou ativa e tenho paixão dentro de mim.
A fila anda e estou dando meus passos junto dela, por isso pedi para a Meiroca criar esse novo blog para mim. Na foto o meu amor de beagle, Baltazar, deitado no chão do Ibirapuera após correr e brincar muito. Fez pose para a Silvia, minha amiga fotógrafa que também tem um beagle.
Meiroca, obrigada pela criação. Obrigada pela paciência de efetuar as mudanças que pedi. Obrigada por me ensinar a usar os recursos disposnibilizados. Obrigada por e tornar esse espaço tão belo e prático.
Obrigada, finalmente, pela amizade.
Bjkª da Elza
Hoje temos uma situação e amanhã, por qualquer evento ela muda e se transforma.
Muitas vezes uma coisa boa se transforma num horror em questão de minutos. A contrapartida também existe, é claro.
As surpresas acontecem e devemos estar preparados para as mudanças que elas nos obrigam, assim, do nada.
Estou falando sobre coisas que acontecem de fato. Falo sobre aquela espinha que aparece no rosto da noiva no dia do casamento; do pneu que fura quando estamos prontinhos para sair para a festa do ano; a queda no meio da rua que estraga a roupa produzida com cuidado para a entrevista de emprego...
Falo, também das substituições dos mais velhos pelos mais novos. Dos espaços que passam a ser disputados e depois perdidos para os menos experientes; das expressões que envelhecem e deixam de ser usadas e acabam substituídas spor outras; dos bens materiais que se tornam obsoletos...
Ouvi essa expressão " a fila anda " numa situação engraçada e não lhe dei atenção, mas, aos poucos ela foi penetrando no meu subconsciente e se instalou. Aos poucos comecei a entender a profundidade dessa simples expressão que mais parece modismo ou vicio de linguagem.
Repare no dinamismo das situações, dos amores, dos envolvimentos profissionais, do trânsito, das culturas no campo e por aí afora. Repare que as relações por mais efêmeras que possam ser são dinâmicas.
Por isso " a fila anda ", ou seja, as coisas se modificam, se transmutam, se alteram e me encantam.
O meu tempo é esse que estou vivendo agora já que, participo dos movimentos, busco informações, sou ativa e tenho paixão dentro de mim.
A fila anda e estou dando meus passos junto dela, por isso pedi para a Meiroca criar esse novo blog para mim. Na foto o meu amor de beagle, Baltazar, deitado no chão do Ibirapuera após correr e brincar muito. Fez pose para a Silvia, minha amiga fotógrafa que também tem um beagle.
Meiroca, obrigada pela criação. Obrigada pela paciência de efetuar as mudanças que pedi. Obrigada por me ensinar a usar os recursos disposnibilizados. Obrigada por e tornar esse espaço tão belo e prático.
Obrigada, finalmente, pela amizade.
Bjkª da Elza
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Exame da OAB

O que leva alguém a se matar?
O que leva alguém a subir no 9º andar de um prédio público, cortar os pulsos e se jogar de lá ao térreo, no meio da praça onde circulam centenas de pessoas todos os dias?
Medo da vida?
Insegurança?
Decepção?
Frustração?
Hoje, um estagiário suicidou-se dentro do prédio da Justiça do Trabalho, em São Paulo. Esse prédio tem a mácula dos desvios de dinheiro e, ao mesmo tempo, possibilitou ao Claudio Tozzi um prêmio.
Hoje, manchou-se do sangue de alguém desesperado e infeliz.
Um segurança do prédio me disse que ele fora reprovado no exame da OAB.
Fico imaginando todos os sonhos frustrados; todas as esperanças consumidas; a dor da familia; a surpresa do chefe ...
Estou estarrecida e chocada com o desespero manifesto.
Bjkª. Elza
Foto do interior do prédio. Ao fundo as rampas de acesso entre os blocos A e B. a iluminação especial que não sei se ainda perdura. O que chamamos de praça é o térreo que tem diversos coqueiros imperiais, acesso para 16 elevadores, lanchonete, Banco do Brasil, Agência dos Correios e um enorme assento de concreto. NO centro da praça, hoje, está instalada uma exposição de pinturas e fotografias.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
AAAAAAAAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Quem já apertou o dedo numa janela de alumínio sabe do que estou falando.
Estou injuriada com minha incapacidade para tirar os dedos de situações perigosas. Ontem eu consegui cortar o polegar da mão esquerda na faca e hoje, apertei outro dedo na janela; desta vez, o anular da mão direita. Em seguida eu o congelei para tentar minimizar o estrago. Está roxo e acho que perderei a unha!
Certa vez me disseram que esse tipo de auto-mutilação está intimamente relacionado como a auto estima.
Não consigo entender, pois, estou muito bem, obrigada. Bonita, feminina, interressada nas coisas da vida, apaixonada ... minha auto estima vai bem, obrigada.
Meus dedos estão doendo e eu vou dormir.
Bjkª. Elza
Estou injuriada com minha incapacidade para tirar os dedos de situações perigosas. Ontem eu consegui cortar o polegar da mão esquerda na faca e hoje, apertei outro dedo na janela; desta vez, o anular da mão direita. Em seguida eu o congelei para tentar minimizar o estrago. Está roxo e acho que perderei a unha!
Certa vez me disseram que esse tipo de auto-mutilação está intimamente relacionado como a auto estima.
Não consigo entender, pois, estou muito bem, obrigada. Bonita, feminina, interressada nas coisas da vida, apaixonada ... minha auto estima vai bem, obrigada.
Meus dedos estão doendo e eu vou dormir.
Bjkª. Elza
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
TAUTOLOGIA
Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem.
Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso "subir para cima" ou o "descer para baixo"; mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais - A bem da verdade, duas metades tb é idiotice. Tem 3 metades???
- sintomas indicativos
- há anos atrás - OU usa há anos, OU usa anos atras...
- vereador da cidade - tem vereador do Estado?
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente - Encarar de costas não dá, né?
- multidão de pessoas - Vamos lá, encarar de frente a multidão de vacas kakakakak
- amanhecer o dia - Boa noite, acabou de amanhecer kakakakaka
- criação nova
- retornar de novo - Tornar é voltar. Retornar é voltar de novo.
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente - Dá para planejar durante o acontecimento?
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva - presume-se que a última seja a definitiva,certo? Melhor, mesmo, é usar " a versão mais recente"...
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto - Chiiiiiiiii, vamos gritar baixinho kakakakakaka
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal - Ora, se é seu é pessoal, certo???
- exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, "surpresa inesperada". Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha, valeu?
Bjkª da Elza
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem.
Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso "subir para cima" ou o "descer para baixo"; mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais - A bem da verdade, duas metades tb é idiotice. Tem 3 metades???
- sintomas indicativos
- há anos atrás - OU usa há anos, OU usa anos atras...
- vereador da cidade - tem vereador do Estado?
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente - Encarar de costas não dá, né?
- multidão de pessoas - Vamos lá, encarar de frente a multidão de vacas kakakakak
- amanhecer o dia - Boa noite, acabou de amanhecer kakakakaka
- criação nova
- retornar de novo - Tornar é voltar. Retornar é voltar de novo.
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente - Dá para planejar durante o acontecimento?
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva - presume-se que a última seja a definitiva,certo? Melhor, mesmo, é usar " a versão mais recente"...
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto - Chiiiiiiiii, vamos gritar baixinho kakakakakaka
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal - Ora, se é seu é pessoal, certo???
- exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, "surpresa inesperada". Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha, valeu?
Bjkª da Elza
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
PORCO E O CAVALO...
Recebi esta mensagem por e.mail. É antiga, eu sei, mas estou sem inspiração e sem tempo para redigir. Bjkª. Elza
Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo.
Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer ! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa!
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
- Cara, é agora ou nunca, levanta logo ! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Otimo, vamos um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu Campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o porco!".
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.
Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor???
Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
“Amadores construíram a Arca de Noé e, Profissionais, o Titanic.”
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser apenas uma pessoa de sucesso.
Pense nisso! (autor desconhecido)
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaa

- Quero lhe contar uma coisa.
- Pode dizer, minha querida, com o coração apertado e já pensando numa gravidez inesperada. Afinal, ela tem 19 anos e é linda. Flor da idade, auge da movimentação dos hormônios ...
- Sabe, eu resolvi que vou trocar de curso.
- Verdade? Digo eu aliviada e pronta para um papo leve e descontraído.
- É, eu não estou gostando de administração. Não gosto do trabalho burocrático do administrador. Eu quero movimento, ver gente, falar com as pessoas, expor meus pensamentos.
Ouvi com os pelinhos da nuca se eriçando, perigosamente.
- Muito bem, minha querida, eu também acho que a faculdade de administração não é a sua cara, mas vc estava tão decidida e não me perguntou nada. Eu fiquei quieta!
- Pois é, Tia, meus melhores professores não são administradores e não exercem atividades na área.
- Bom minha filha, o que você vai fazer, então?
- Tou pensando em mudar para Direito, Tia. Quero sua opinião.
- Mais uma... kakakakakakakakakaka essa Justiça tá perdida! Mais uma encrenqueira, teimosa, metida e com esse sobrenome pequeno e muito forte! kakakakakakakaka eu só podia esperar isso kakakakaka
- Tia páre de rir e me diga o que você pensa da minha decisão, por favor, disse-me ela, quase chorando de rir.
- Melina, Direito é a sua cara e a cara da família. Tem tudo com você e você tem tudo com o Direito. Vá em frente. Seu nome de guerra precisa mudar. Você usa o sobrenoma da sua Mãe e para entrar para o time, deverá assumir o sobrenome do seu Pai, como eu assumi o do meu. Ficará mais divertido kakakakakakakakakakakaka
- Tia, páre de rir e de se divertir com a minha cara. Dá para falar sério?
- O pior é que estou falando sério, filha. Veja bem, seu avô foi advogado; seu tio Paulo advoga; sua prima Juliana também é advogada. Outros primos acabaram no Direito. É a nossa vocação e faz parte do nosso DNA.
- Tia, dá para parar de debochar? Estou falando de mim e da minha vida...
- Eu também estou falando de você e da sua vida! Você tem perfil para a carreira jurídica pela sua formação e temperamento. Direito é a sua cara e dou apoio para essa decisão e, tem mais, continue na escola em que você está, pois, uma das boas faculdades de Direito de São Paulo. Sua prima se formou por ela, lembra-se?
- Você está falando sério? Acha mesmo que é meu perfil e minha cara? Acha mesmo que tenho vocação?
- Claro que sim, minha linda. Além disso, nós não temos lá muita imaginação,né? Nós gostamos de tradição e de sofrimento kakakakakakakakaka
- Você me leva para assistir algumas audiências e me mostra como as coisas andam na justiça?
- Claro que sim.
- Tia, eu amo você sabia? Eu queria a sua aprovação para mudar de escola. Tinha medo de estar errando de novo.
Nada como ter uma afilhada maravilhosa, não é?
Bjkª. Elza
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