terça-feira, 10 de julho de 2007

PostHeaderIcon ah ah ah

ele chega amanhã à noite, de "asa dura" ...
Estou tão cansada que fico por aqui.
Bjkª da Elza
segunda-feira, 9 de julho de 2007

PostHeaderIcon 9 de julho

Em 1932 os paulistas resolveram que deveriam pegar em armas e lutar contra o governo de Getulio Vargas para que fosse restaurado o estado de direito. A Revolução foi uma tentativa de reação ao domínio do Estado. Buscavam os revoltosos a reconstitucionalização imediata e o fim do regime de interventores que, judiava de Pernambuco, Paraíba e São Paulo.
Contavam os pobres paulistas com o auxilio e cooperação de outros Estados da União, e em especial com Minas Gerais e Rio Grande do Sul, já que, as forças armadas eram minimamente aparelhadas; a polícia não tinha armamento pesado e menos ainda a Guarda Civil.
A população entusiasmou-se e a guerra foi declarada. Teve início a Revolução que só os paulistas levaram a sério e a termo.
Perdemos muitos homens nas lutas que duraram 3 meses. Mulheres deixaram suas casas e serviram de cozinheiras e enfermeiras para as tropas.
Arrimos de famílias morreram. Para piorar, Getulio Vargas passou a dizer que São Paulo queria se separar da nação.
Nós, os paulistas, ficamos sós na luta, sem armas, sem comida e sem medicamentos. Claro que fomos derrotados, esmagados e humilhados, mas, ninguém pode se esquecer que em 1934 nova Constituição foi promulgada por pura pressão paulista.
Perdemos a batalha nos campos, mas trouxemos o estado de direito ao País. Esse orgulho é só nosso.
Hoje é feriado em São Paulo e duvido que as crinaças saibam o motivo. Duvido que os migrantes que aqui vivem saibam da importância desse fato para nós, paulistas.
A Revolução Constitucionalista de 1.932 deveria ser ensinada nas escolas por que trata-se de história viva. Sou paulista e tenho orgulho de ter administrado entidade fundada em 1.932 para atender aos familiares dos pobres que tombaram nas batalhas.
Bjkª da Elza Bjkª da Elza
sexta-feira, 6 de julho de 2007

PostHeaderIcon INSS

Acho que já contei uma parte dessa história, mas prefiro um resuminho básico para que a sequencia possa ser devidamente apreciada.
Tive uma empregada doméstica chamada Maria por quase 5 anos e quando ela engravidou, eu a mandei ao INSS para receber salário maternidade. Ela não pode solicitar e receber o benefício porque, os recolhimentos eu fizera para número de inscrição de outra pessoa.
Montamos um processo requerendo a transferência dos valores para o nº dela e, para encurtar a história, nesse bandido, a demora foi de APENAS 7 ANOS para ser deferida a retificação do NIT.
A Maria foi impedida de solicitar o salário maternidade naquele tempo, de modo que, terá que solicitar agora, 2 meses após a resposta do INSS á retificação do NIT.
Estive no posto de Santo Amaro para resolver esse problema uns 20 ou 30 dias atras e depois de não sei quanto tempo, fui encaminhada para o Posto da Av. Nª Srª do Sabará. Fui hoje, com a Maria que está cobrindo as férias da prima Nailda.
Chegamos lá às 9 horas e de cara, a funcionária nos disse que precisaria de orientação da chefia por que nosso caso era diferente... Em poucos minutos, fomos chamadas e a segunda funcionária nos disse que não era ali que deveríamos solicitar qualquer coisa, mas no posto de Santo Amaro porque o processo correra por lá.
Comecei a fazer graça e a rir e disse que estávamos ali por orientação de Stº Amaro. Perguntei se ela iria de fato nos mandar de volta e o chefe ouviu e respondeu que já enviara...
Não perdi a pose e contei para ele que Stº Amaro nos remetera para lá porque era um posto novo e pouco conhecido e que tudo andava mais rápido. que eu teria que montar o processo de correção do NIT de novo para pedir o salário maternidade; que ... que ... enfim, tudo o que me fora dito lá, na origem.
O homem perdeu as estribeiras e me disse que Stº Amaro estava mandando tudo o que era lixo para ele e........ fiz beicinho e pedi para ele não nos chamar de lixo, dando duplo sentido às palavras dele, de propósito.
Ele perdeu a paciência e me perguntou qual funcionária teria me dado as instruções erradas. Queria o nome dela e o nº do guichê, pois, ligaria para Stº Amaro para reclamar.

- Nem imagino o nome dela e menos ainda, o guichê, mas a reconheço. É uma baixinha de cabelos castanhos e óculos, disse eu.

Ele se enfureceu de vez!

- Vou lá, agora! A Srª me siga que não posso admitir que o segurado fique nessa insegurança e transferido de lá para cá. Stº Amaro que assuma seus processos.


Lá fomos nós para o outro posto e, para minha surpresa, não enfrentei filas, não peguei senha e nem nada. O tal de Hilton ou seja lá como se escreve o nome dele, foi entrando e dando ordens. Colocou a Socorro para nos atender. Ela verificou que o que precisávamos era solicitar o benefício e nos transferiu para o Valdeci. Esse, morrendo de medo do Hilton , tratou de tentar localizar o processo da Maria.
Enquanto isso, o Hilton fez o maior barulho lá dentro. Chamou as chefias e a moça que me orientara e ficou bravo, falou e resmungou. Quando eu percebi que a corda iria estourar contra a funcionária, tratei de colocar os pingos nos iiiiiii:

- Ela procurou a chefia para me orientar. Não quero que ela seja prejudicada, pois, ela foi perguntar para a chefe como proceder...

A chefe da Isabele SUMIU enquanto eu falava com o Hilton e e a funcionária que repetiu a orientação recebida. Uma coisa complicada que não sei contar.
Hilton foi atras dela, falou um monte e despediu-se de mim, muito me agradecendo por ter sido paciente, educada e compreensiva, mas que eu fora o estopim daquela encrenca. Santo Amaro tem errado e tentado se livrar dos processos enviando-os para Sabará ... Eu o fizera decidir-se a resolver a questão!!!
Dali a pouco, sem o Hilton presente, o Valdeci veio com a lenga-lenga que não conseguia localizar o processo ... e que ele estaria no arquivo morto ... e que poderia demorar meses...
Foi uma longa espera e o Valdeci, condoído, nos liberou e marcou hora para nós, na 4ª feira, para tratarmos do problema, diretamente com ele.

C a l a r o que perguntei se o Hlton estaria presente ou se eu precisaria acioná-lo ...

No caminho para casa Valdeci me ligou para avisar que o processo fora localizado e confirmou a hora de 4ª feira. Ela já me disse que a Maria solicitará o salário maternidade e que será negado por que está prescrito. Disse que encaminhará o pedido à junta julgadora que manterá a decisão e então, ela deverá acionar o judiciário.

Tempo de espera??? Outros sete anos, no mínimo!!!!!!!!!!!!!

Sugestão : sempre fale com o chefe. Lembram-se de um personagem do Jô Soares que chegava perguntando pelo chefe??? Taí o porquê!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bjkª da Elza
quinta-feira, 5 de julho de 2007

PostHeaderIcon Incompetência

Minha incompetência é tão grande que só hoje eu descobri por que existe o lembrete de mensagens não avaliadas no blogger ... Todas aquelas encaminhadas ao gmail que eu não abro, ficam retidas nesse caixa de entrada do blog e então, eu não perdi nenhum comentário! Ôba!!!


Estou de marido a tira colo desde 3ª feira. Ele chegou na 6ª e viajou para Curitiba na 2ª. Hoje ele está carente carente... O médico pediu um mapeamento da pressão e ele ficará 24 horas com o aparelho no braço. Está num dengo só. Parece que o braço vai cair...
Amanhã ele tira esse aparelho e coloca o holter e lá vamos nós ... mais 24 horas de dengos. Eu aguento?

Minha alimentação hoje foi uma piada:

Almoço: linguiça portuguesa defumada em fatias, no forno. Bolinhas de noisettes, no forno e salada. Sobremesa: uma banana maçã
Lanche: chá com biscoitinhos de nata
Jantar: sanduiche de pão sírio com salada. Sobremesa: mixirica

Receita do sanduiche:
carne moída temperada com o que vc gostar. Coloquei tomate maduro bem miudinho. pimenta do reino, salsa e cebolinha, cebola picadinha. Não uso sal. Coloque água nessa mistura. Umas 2 ou 3 colheres de sopa e misture bem. Regue com azeite extra virgem e misture de novo.
Abra o pão sírio e recheie. Feche e leve ao forno. Eu levei à grelha George Foremann.
Uma boa salada e pronto! Seu lanche está supimpa. Rápido e saboroso.

Bjkª. Elza
terça-feira, 3 de julho de 2007

PostHeaderIcon Nomes

Alguns blogs amigos tem comentado os nomes dos brasileiros. Existem alguns bonitos, mas a criatividade do nosso povo é incrível. Os nomes mexidos, traduzidos, fundidos que estão por aí são até engraçados. Também na minha familia existe uma historinha relacionada a nomes:


Minha avó parterna teve 4 filhos e os chamou Wilson, Milton, Edson e Odilon.
Assim que nasceu ela determinou que meu tio Wilson seria médico e não houve quem a demovesse da idéia e, quando chegou a idade, lá foi ele para Salvador cursar medicina. Ao que me conste era a única escola de médicos no Brasil. Voltou de lá casado com Emilia, que está no interior de São Paulo há mais de 60 anos e ainda fala arrastado.
Ao segundo filho coube ser advogado e aos 15 anos meu Pai veio para São Paulo cursar a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, hoje USP. Precisou, antes, por falta de idade, cursar um ano de pré-jurídico. Foi colega de turma e amigo de duas figuras muito conhecidas: Jânio Quadros e Theotônio Negrão.
O terceiro filho nasceu e ela decidiu que seria engenheiro e, lá foi ele para o Rio de Janeiro, de onde voltou casado com uma menina de apenas 16 anos, muito linda e que lhe deu 5 filhos.
Naquela época, esses eram os cursos universitários importantes e de primeira linha, de modo que, quando meu tio Odilon nasceu, em 1.923, restou-lhe a sina de ser padre. Ele se recusou. Era rebelde, namorador e adorava jogar sinuca. Quando menino caçava passarinho e se banqueteava. Mudou-se para Ribeirão Preto e cursou Farmácia e até hoje trabalha, aos 83 anos.
Depois de encaminhados os filhos minha avó adotou uma menina e como não conhecia nenhum nome terminado em on para dar a ela, colocou MARILENA e ficou por isso mesmo. Ela é professora aposentada, casada e tem 2 filhos. Qualquer dia eu conto a história dela.

Bjkª. Elza
segunda-feira, 2 de julho de 2007

PostHeaderIcon Rose

Rose é magrinha, elegante, muito bem vestida e calçada. Cabelos arrumadíssimos, maquiagem suave. Simpática, tem sorriso fácil em dentes lindos. É negra.

- Moça, por favor, quero experimentar aquele sapato preto de saltinho fino.
- Pera um pouco, tou ocupada. E a vendedora continuou a conversar com a caixa, amenidades.
Rose sentou-se e esperou. Nada disse. Apenas esperou até a vendedora dignar-se a atende-la.
- Qual sapato você quer? Aquele pretinho? Custa .... Quer mesmo assim?
Rose teve a maior calma e esperou pelo sapato preto. Experimentou e pediu um número menor. Pediu o marrom e depois o de verniz. Quis experimentar o de camurça cinza. Solicitou o de lacinho sem salto, com salto e apesar do salto. Não satisfeita, pediu para ver um acobreado, chanel. Pediu bolsa para combinar com ele e assim ficou mais de uma hora na loja. Desmontou o estoque e nada lhe agradou. Quis número maior, número menor, olhou cintos e carteiras e tudo o que a loja oferecia. Passeou por todos os modelos, criticou a mercadoria e atormentou a vendedora. Perguntou preços, condições de pagamento e chegou a sondar o grau de satisfação da vendedora no emprego. Outra hora se passou e a vendedora, nervosa:
- Escutre aqui, você não está aqui para comprar ... Por que não vai para outra loja?
Cansada de experimentar sapatos, bolsas e cintos, e de ser destratada pela vendedora, Rose ficou muito séria e disse:
- Menina, quando entrei na loja você me fez transparente para não me atender. Depois, quando solicitei sua atenção você me mandou esperar. Esperei. Agora, filhota, arrume esta bagunça, pegue suas coisas e pode sair da loja. Você está despedida. Sou a nova gerente.

Bjkª. Elza

Todos sabem da minha enorme incompetência para lidar com a net e o blog e por aí afora... pois então ... hoje eu descobri que todos os comentários sobre um post são encaminhados para o gmail, juntos. Assim, devo ter jogado fora muitos e muitos comentários por não saber desse detalhe... Estou envergonhada, mas só posso me desculpar com os que aqui estiveram e eu não publiquei o comentário. Além de ignorante, eu excluo todos os arquivos assim que os abro! Prometo mais atenção daqui para frente. Bjkª. Elza
domingo, 1 de julho de 2007

PostHeaderIcon Noticias

MEU IRMÃO ESTÁ NA UTI SEMI INTENSIVA

A saudade falou mais alto que o bom senso.Telefonei para o hospital em busca de notícias. A enfermeira que o acompanha passou-lhe o fone. Ouvi sua voz e chorei. Conversamos, rapidamente. Eu disse que não queria constrangimentos e sempre me informava pelo outro irmão.
- " Que constrangimento, que nada. Venha quando quiser."
Desliguei o telefone. Liguei o carro. Lá cheguei em menos de 10 minutos.
Magro; sem barba, com os dentes tortos por conta do tubo que o ajudou a respirar; inchado; há 38 dias sem mastigar; falando por meio do aparelho instalado na traqueostomia; todo monitorado, pareceu-me contente por me ver.
Assim que cheguei o outro irmão entrou e ficamos os três, juntos, como há muito não acontecia. O mais novo me pedia um beijo e eu secava as mãos para me aproximar do doente ... momento leve e descontraído.
_ Calma que sua vez chegará. Primeiro o doentinho e depois você, eu disse.
- Quer dizer que você chegou agora?
- Só o tempo de lavar as mãos nos separou.
Mano véio falou sem parar. Entusiasmado, contou a origem do nosso sobrenome, falou de seus planos para o futuro e contou que teve convulsões na crise de abstinência de cigarro, na UTI. Foi amarrado e sedado para não sair do respirador. Contou sobre o filho; contou ... contou ... contou ...
Gostaria de ter palavras para dizer do meu alívio. Além de ver e ouvir meu irmão, cruzei com aquela esposa dele que teve a inédita e impensada gentileza de não me dirigir sequer um cumprimento.

Será que um dia ele entenderá por que precisei assumir a entidade? Deixei uma pista com ele, hoje.


Bjkª. Elza